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Gasolina e energia sustentam aceleração do IPC-S, diz FGV

Caio Rinaldi

São Paulo

01/10/2018 10h34

A aceleração do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) da quarta quadrissemana de setembro para a última medição do mês (de 0,32% para 0,45%) foi sustentada principalmente pelo comportamento dos preços no grupo de Transportes (de 0,64% para 1,09%). O movimento refletiu a aceleração da gasolina, cuja taxa passou de 2,10% para 4,08%.

Ainda, contribuíram para o desempenho do indicador as altas nos preços dos grupos Habitação (de 0,26% para 0,36%), Alimentação (de 0,10% para 0,16%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,18% para 0,30%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,48% para 0,59%) e Comunicação (de 0,07% para 0,18%). Os movimentos foram impulsionados, respectivamente, pelas altas em tarifa de eletricidade residencial (de 0,14% para 0,64%), carnes bovinas (de -0,52% para -0,13%), artigos e higiene e cuidado pessoal (de -0,77% para -0,04%), salas de espetáculo (de -2,48% para -0,02%) e tarifa de telefone móvel (de -0,39% para -0,20%).

Entre os itens de maior influência positiva ao indicador estão: a própria gasolina; Etanol (de 0,92% para 3,89%); Passagem aérea (de 21,80% para 14,26%) e Plano e seguro de saúde (de 0,65% para 0,65%), além de tarifa de eletricidade residencial.

Já entre os grupos que registraram decréscimo, Vestuário (de 0,87% para 0,63%) foi influenciado pela desaceleração em roupas (de 0,98% para 0,70%), enquanto Despesas Diversas (0,41% para 0,18%) teve como principal contribuição cigarros (de 0,73% para 0,05%).

Entre as principais contribuições negativas estão: Leite tipo longa vida (de -3,96% para -3,70%); Cebola (de -17,82% para -18,24%); Tarifa de ônibus urbano (de 0,00% para -0,43%); Batata-inglesa (de -10,92% para -7,97%); e Carne moída (de -1,53% para -2,23%).

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