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BC: risco político que mercado está vendo diz respeito a que será feito no fiscal

Altamiro Silva Junior e Francisco Carlos de Assis

São Paulo

03/10/2018 14h25

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, disse nesta quarta-feira, 3, que a principal preocupação dos bancos e do mercado financeiro com as eleições é sobre como ficará a agenda de reformas para o ajuste fiscal do próximo presidente eleito. O relatório de Estabilidade Financeira divulgado nesta quarta pelo BC mostrou que a preocupação com riscos políticos manteve-se elevada no sistema financeiro, com frequência de citação de 67% pelos bancos, sendo o risco que mais preocupa as instituições financeiras.

"O risco político está relacionado à confiança com o que vem pela frente", disse ele a jornalistas. Souza ressaltou que o mais importante, no caso do BC, neste momento é manter a isenção e o esforço de, independente de quem ganhar, "entregar o país com uma inflação dentro da meta, os juros historicamente baixos e o sistema financeiro apto a suportar o crescimento".

Toda vez que tem eleições, disse Souza, bancos e tomadores de recursos "param um pouco para saber quais serão desdobramentos". Ele reforçou que os bancos estão líquidos, capitalizados e prontos para lidar com os mais diversos cenários.

"Os riscos políticos apontados pelas instituições referem-se basicamente às incertezas associadas às eleições presidenciais, como o resultado das eleições, o programa do candidato eleito e as condições de governabilidade", aponta do relatório do BC.

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