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'Não pedi que votem no meu candidato', diz dono da rede Condor

Márcia De Chiara

03/10/2018 07h20

O empresário Pedro Zonta, dono da rede supermercados Condor, com 48 lojas e que emprega mais de 12 mil funcionários, negou que teve a intenção de pedir voto dos funcionários para o candidato Jair Bolsonaro ao enviar mensagem garantindo o 13.º salário e férias, se o candidato ganhar a eleição. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo.

Por que o sr. enviou esse comunicado?

O que eu fiz foi esclarecer meus colaboradores. Havia um problema muito sério em todas as nossas lojas, uma preocupação dos colaboradores, principalmente o pessoal de chão de loja, com o comentário do vice do Bolsonaro sobre o corte nas férias e 13.º salário. O que eu disse na carta foi que sou eleitor de Bolsonaro, por que eu voto nele e por que eu não voto na esquerda. Estou garantindo, se o Jair Bolsonaro ganhar, manter férias e 13.°, independentemente de mexerem na Constituição. Eu não pedi que votem no meu candidato. Jamais faria isso.

Na última frase da mensagem o sr. diz que "por tudo isso e muito mais Bolsonaro 17". Isso não é um pedido de voto?

Não, eu não pedi voto para ninguém. Isso é uma frase minha. Eu sou Bolsonaro 17 por tudo de positivo que ele promete no plano de governo.

O sr. não vê coação?

Não. Nem eu nem os colaboradores. Recebi comentários de todas as lojas me agradecendo. Mesmo daqueles que não vão votar no Bolsonaro, é um direito de cada cidadão.

Houve outras empresas que tiveram a mesma iniciativa?

Muitos me pediram permissão para usar a mesma mensagem para enviar para os colaboradores que estão passando pelo mesmo problema que eu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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