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IIF: eleição no Brasil gera dúvidas nos investidores sobre agenda de reformas

Niviane Magalhães

São Paulo

04/10/2018 14h06

A corrida presidencial disputada no Brasil - em meio a alta fragmentação política, desconfiança pública generalizada de partidos políticos tradicionais e uma economia lenta - tem gerado dúvidas entre os investidores sobre a continuidade da agenda de reformas, apontou o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) em relatório publicado nesta quinta-feira, 4.

De acordo com o instituto, a fragilidade das finanças públicas oferece um escopo limitado para uma escorregada política e isto é principal risco à perspectiva. "Um déficit fiscal de mais de 7% do PIB poderia elevar custos de empréstimos e reduzir o crescimento", apontou o IIF.

O instituto destacou ainda que um cenário onde o próximo governo seja incapaz de adotar politicamente medidas fiscais, incluindo a reforma da Previdência, não pode

ser completamente descartado. "Não controlar os gastos poderia rapidamente minar a confiança do investidor e forçar um endurecimento da política monetária, prejudicando o crescimento", acrescentou.

Crescimento global

O maior risco à perspectiva de crescimento global é a escalada das tensões comerciais entre os EUA e a China, apontou o IIF em relatório publicado nesta quinta-feira, 4.

No entanto, foram os ventos contrários provenientes de emergentes que levaram o IIF a reduzir a perspectiva de crescimento em 2018 em relação às estimativas feitas em abril. "Os mercados emergentes estão sofrendo vários choques, entre eles, os aumentos das taxas de juros globais, tensões comerciais e episódios de estresse na Argentina e na Turquia", destacou o Instituto.

Diante disso, a previsão de crescimento global para 2018 diminuiu em 0,3 ponto porcentual (p.p.), para 3,2%. Para 2019, a estimativa é de 3,1%, 0,3 p.p abaixo da previsão de abril.

Enquanto a previsão de crescimento dos Estados Unidos em 2018 permaneceu inalterada em 2,9%, "nós rebaixamos nossas projeções para a zona do euro para 2,1% (-0,4 p.p) e Japão para 1,2% (-0,2 p,.p.)". "A dessincronização do crescimento global aprofundou-se desde abril".

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