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CCR afirma que adotará medidas necessárias para sua defesa após intervenção

Luana Pavani

São Paulo

05/10/2018 07h20

A CCR informou após publicação de decreto no diário oficial do Paraná sobre a intervenção na Rodonorte, que as empresas "adotarão as medidas necessárias à defesa de seus interesses e direitos contratualmente assegurados."

O governo do Paraná publicou nesta quinta-feira (4), o decreto nº 11243/18 que declara a intervenção do poder concedente no contrato de concessão nº 75/1997, e com prazo inicial limitado a 180 dias.

Como interventor, foi nomeado o coronel da PM Guilherme Teider Rocha, "sendo que não estão compreendidos nos poderes a ele atribuídos o exercício de atos de gestão da RodoNorte", conforme comunicado da CCR.

A governadora e candidata à reeleição no Paraná Cida Borghetti (PP) determinou nesta quinta a intervenção, medida que foi recomendada pela Controladoria e pela Procuradoria Geral do Estado, após análise dos fatos apurados pela Operação Integração II, uma das fases da Lava Jato.

Os valores dos pedágios paranaenses variam de R$ 7,40 a R$ 22 e estão entre os mais caros do País. De acordo com as investigações do Ministério Público Federal (MPF), havia um esquema de propinas com as concessionárias para um grupo ligado ao ex-governador Beto Richa, hoje candidato ao Senado pelo PSDB.

A investigação aponta ainda para um possível repasse de valores ilícitos no Tribunal de Contas do Estado e também para deputados que integraram a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Pedágios, na Assembleia Legislativa.

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