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Dados de empregos de hoje são muito positivos, diz assessor de Trump

Gabriel Bueno da Costa

São Paulo

05/10/2018 10h57

Diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Larry Kudlow comemorou os números divulgados mais cedo do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Segundo ele, os dados foram "muito positivos" e uma mostra da confiança existente no país.

O Departamento do Trabalho informou que os EUA criaram 134 mil vagas em setembro, abaixo da previsão de 185 mil dos analistas ouvidos pelo Broadcast, mas a taxa de desemprego recuou de 3,9% em agosto a 3,7% em setembro, na mínima desde 1969. Além disso, o salário médio por hora avançou 0,29% no mês e 2,8% na comparação anual, praticamente em linha com o esperado. Segundo Kudlow, a taxa de desemprego pode recuar ainda mais, no quadro atual.

O assessor do presidente Donald Trump comentou outros pontos, em entrevista à Bloomberg TV em Washington, dizendo que o dólar não estaria excessivamente valorizado, mas em patamar "saudável", o que é bom para a economia americana. Além disso, disse que os juros dos Treasuries subiram recentemente basicamente refletindo a expectativa de mais crescimento econômico. Ele ainda negou que o governo tenha a intenção de influenciar o trabalho do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ou o câmbio.

Kudlow também reafirmou as críticas de Washington à política comercial da China, considerada "injusta", por questões como transferência forçada de tecnologia e dificuldades para os produtos americanos. Segundo ele, até agora não houve resultados nas negociações com Pequim.

O assessor confirmou que há discussões sobre um eventual encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, durante a cúpula do G-20 na Argentina, marcada para o fim de novembro em Buenos Aires. Segundo ele, é preciso haver uma razão concreta para isso ocorrer, não apenas pela reunião em si. De qualquer modo, Kudlow disse defender que é melhor haver o diálogo que o contrário.

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