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PMI industrial sobe a 51,1 pontos em outubro, diz IHS Markit

Caio Rinaldi

São Paulo

01/11/2018 12h10

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do Brasil subiu a 51,1 pontos em outubro, após 50,9 pontos em setembro, revelam dados da IHS Markit. O indicador havia cedido em setembro, mas o desempenho de outubro retomou o patamar verificado em agosto e igualou a marca mais alta nos últimos seis meses. Patamares acima de 50 pontos indicam condições favoráveis aos negócios, explica a consultoria.

Os dados de outubro, avalia a IHS Markit, refletem o crescimento contínuo de novos trabalhos, o que sustentou também a primeira alta em três meses no nível de emprego. "Essas melhorias impulsionaram o PMI igualando o seu valor mais alto desde abril e foram acompanhadas por um arrefecimento das pressões inflacionárias, assim como pelo otimismo contínuo em relação aos negócios", diz a IHS Markit em nota.

Os industriais consultados na pesquisa revelaram uma queda das exportações. "A s exportações diminuíram ainda mais, com vários entrevistados citando volumes menores de novos trabalhos provenientes da Argentina", diz o comunicado. "Um clima externo mais fraco, principalmente na Argentina, país vizinho, contribuiu para o desempenho lento, com as fábricas sofrendo uma segunda queda sucessiva nas vendas para exportação", explica Pollyanna de Lima, economista da Markit.

Ainda assim, a demanda interna apresentou melhora marginal, a ponto de garantir a continuidade do movimento de recuperação pelo quarto mês seguido. "O volume de produção cresceu apenas marginalmente, já que a incerteza política, o consumo doméstico moderado e as eleições restringiram o crescimento da produção em outubro", aponta a consultoria. " A demanda interna foi forte o bastante para compensar isso e o total de registros de pedidos se expandiu ainda mais", reforça Pollyanna.

Os negócios pendentes tiveram um "leve declínio" na medição de outubro, o mais modesto na atual sequência de quatro meses em redução. Ao mesmo tempo, o custo de insumos teve ligeira alta, diante da "fraqueza da moeda", refletido nos preços mais altos de materiais importados.

"Algumas empresas repassaram aos seus clientes as cargas adicionais de custos, mas outras se contiveram e não aumentaram os preços devido a um clima competitivo. O aumento de preços cobrados foi o mais lento em seis meses", constatou a Markit IHS.

Também houve queda nos níveis de estoques de insumos.

"Após um começo positivo para o ano, o crescimento do setor industrial diminuiu rapidamente no período imediatamente anterior às eleições", afirmou a economista da consultoria. "Agora, com o final da votação, as empresas esperam um clima econômico e político mais estável, o que pode potencialmente estimular o crescimento da maior economia da América Latina", argumentou Pollyanna.

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