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Crédito do BNDES apoiou geração de 10,1 milhões de empregos de 1996 a 2017

Vinicius Neder

Rio

06/11/2018 14h10

Em pouco mais de 20 anos, os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiaram a geração de 10,1 milhões de empregos, afirmou nesta terça-feira, 6, o superintendente de Planejamento Estratégico da instituição de fomento, Maurício Neves. Ao fazer uma apresentação de "prestação de contas" da aplicação dos recursos públicos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) via BNDES, Neves destacou ainda o aumento da capilaridade geográfica e da participação das empresas de menor porte no crédito.

De 1996 a 2017, são 5,8 milhões de empregos diretos e 4,3 milhões de empregos indiretos. A conta dos empregos formais gerados leva em conta abertura e manutenção de vagas, num modelo de produto-insumo, sem levar em conta eventuais demissões no processo, ou seja, não traz um saldo do numero de vagas efetivamente criadas pelos financiamentos, esclareceu Neves.

O superintendente destacou o reforço, nos últimos anos, da análise da efetividade da aplicação nos empréstimos do BNDES, como forma de avaliação das políticas públicas.

"Hoje, as operações diretas são aprovadas com uma tese de efetividade", afirmou Neves na apresentação, durante um seminário sobre os 30 anos do FAT, na sede do BNDES, no Rio.

Em termos de capilaridade geográfica, Neves destacou que, atualmente, o banco financia clientes localizados em 96% das cidades do País, um total de 5.342 cidades. No período de 1995 a 2000, os clientes do banco de fomento estavam em 2.402 municípios. Neves destacou o papel das empresas de menor porte nesse processo de ampliação da capilaridade regional.

"A grande interiorização do apoio do BNDES e do apoio do FAT se dá com as MPMEs (médias, pequenas e microempresas)", disse Neves.

O executivo citou ainda o financiamento de investimentos em mobilidade urbana e em energia limpa como exemplos de sucesso da aplicação do crédito do BNDES.

Segundo Neves, 77% de toda a capacidade de energia eólica instalada com investimentos feitos de 2007 a 2016, ou 7,6 mil megawatts (MW), tiveram financiamento do BNDES.

O executivo do BNDES destacou ainda que o banco de fomento está em meio a um processo de reestruturação estratégica. Diante disso, a instituição estará preparada para se adaptar às funções que forem definidas com a transição para o futuro governo Jair Bolsonaro (PSL).

"O banco vem vivendo com muita intensidade um processo de planejamento estratégico que o preparou para o futuro. Ele seguirá as diretrizes do novo governo, pois se capacitou para atuar em qualquer função do desenvolvimento", afirmou Neves.

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