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Eduardo Bolsonaro diz achar difícil aprovação de parte de reforma em 2018

Breno Pires, Camila Turtelli e Mariana Haubert

Brasília

06/11/2018 12h17

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta terça-feira, 6, que acha difícil a aprovação, ainda este ano, de parte da reforma da Previdência que tramita na Câmara dos Deputados. "Acho difícil aqui pelo tempo", afirmou, na chegada para o evento comemorativo dos 30 anos da Constituição da República, no Congresso Nacional.

O presidente eleito Jair Bolsonaro disse na segunda-feira achar que é possível aprovar algo da reforma ainda este ano. Também afirmou que está analisando as propostas do guru econômico Paulo Guedes para o tema.

Este é o primeiro dia de compromissos do presidente eleito em Brasília desde a vitória nas urnas. A agenda de Jair Bolsonaro inclui ainda nesta terça visitas à Defesa, ao Exército e à Marinha.

Na quarta, ele irá à Aeronáutica, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para audiência com o ministro presidente da Corte, Dias Toffoli, às 10 horas, e em seguida almoçará no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o filho, a tendência é que Bolsonaro durma hoje no apartamento funcional de que dispõe como deputado.

Sobre a visita ao STF, Eduardo Bolsonaro disse que deve acompanhar o pai. O deputado do PSL de São Paulo, reeleito com recorde de votos, causou polêmica em vídeo no qual aparece declarando, em julho, que era preciso apenas um cabo e um soldado para fechar o Supremo, o que desagradou ao Judiciário e gerou réplicas. Ele disse nesta terça que não haverá constrangimento em visitar a Suprema Corte.

"A visita será de cortesia e ele vai dizer que não tem risco à democracia, não tem golpe, jipe, não tem nada disso. Pretendo acompanhar ele mas um olho no peixe e o outro olho no gato, porque aqui (na Câmara) pode ter o Escola Sem Partido (votação do projeto)", disse ele. "Aquilo ali (reportagens de que ele falou sobre fechar o STF) foi 'forçação' de barra porque era véspera da eleição, Eu mesmo tinha postado o vídeo quatro meses atrás nas minhas redes sociais. Aí fizeram a narrativa de que eu queria fechar o STF. Fizeram um suposição", avaliou.

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