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PMI de Serviços sobe para 50,5 pontos em outubro, diz IHS Markit

Caio Rinaldi

São Paulo

06/11/2018 10h48

O índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços brasileiro subiu 46,4 pontos em setembro para 50,5 pontos em outubro, informou nesta terça-feira, 6, a IHS Markit. Este é o primeiro resultado cujo patamar supera o nível de 50 pontos, que indica expansão dos negócios, em três meses. "O volume de produção cresceu nas empresas de Informação e Comunicação e nas de Finanças e Seguros, enquanto foram evidentes reduções adicionais nas três categorias restantes", aponta a consultoria em relatório.

Já o PMI composto, que engloba também o setor industrial, passou de 47,3 pontos para 50,5 pontos na mesma base de comparação, consistente com uma taxa marginal de expansão, aponta a Markit IHS.

"O retorno ao crescimento na quantidade de novos trabalhos levou a um crescimento da atividade de negócios do setor de serviços. Os provedores de serviços registraram um aumento modesto nas vendas, ainda assim o mais rápido desde julho e acima da média de longo prazo para a pesquisa", destaca o relatório. "As evidências destacaram uma melhora na demanda básica e campanhas de marketing bem-sucedidas como causas. Os volumes de pedidos recebidos pelos fabricantes se expandiram a um ritmo modesto, mais fraco do que o observado no setor de serviços", complementa a Markit.

A carga de trabalhos pendentes seguiu em queda, o que indica capacidade ociosa nas empresas brasileiras de serviços. "A queda na quantidade de pedidos em atraso foi a trigésima nona em trinta e nove meses e a mais acentuada na história da pesquisa. Da mesma forma, os produtores de mercadorias citaram um declínio acentuado na quantidade de trabalhos em processamento, ainda que um dos mais fracos no atual período de quatro meses de redução", explica o relatório.

"O final das eleições aumentou o ânimo das empresas, com grau de otimismo atingindo um nível não visto há cinco anos", aponta Pollyana de Lima, economista da IHS Markit responsável pelo relatório. " Encorajadas por uma recuperação na quantidade de novos trabalhos, as empresas aumentaram a atividade de negócios e contrataram funcionários pela primeira vez em mais de três anos e meio", comenta.

Houve aumento no grau de otimismo dos empresários do setor, com 74% dos entrevistados confiantes sobre as perspectivas dos próximos 12 meses. O patamar é o pico dos últimos cinco anos. Por outro lado, os custos do setor de serviços voltaram a crescer. O movimento foi atribuído à volatilidade nos mercados financeiros internacionais, além de negociações coletivas e preços mais elevados dos combustíveis. Com isso, os provedores de serviços aumentaram os preços de venda pela quinta vez seguida em outubro.

"A produção retornou ao território de crescimento em meio a um aumento na entrada de novos pedidos, enquanto que o nível combinado de empregos subiu pela primeira vez desde fevereiro de 2015", ressalta Pollyanna.

"Embora o otimismo em relação aos negócios tenha sido revitalizado pela redução nas incertezas políticas, o novo governo enfrentará desafios tais como tratar do déficit fiscal, aumentar o otimismo dos consumidores e reduzir o número de desempregados, que é de 12,5 milhões, antes que possa haver uma recuperação econômica sustentável", reforça a economista, citando que a melhora em 2018, até o momento, não foi suficiente para recuperar as perdas acumuladas entre 2015 e 2016.

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