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Hartung: novo governo tem capital político para aprovar reforma da Previdência

Altamiro Silva Junior

São Paulo

08/11/2018 11h22

O governador do Espírito Santos, Paulo Hartung, defendeu nesta quinta-feira, 8, que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) tenha uma proposta própria e clara de reforma da Previdência, o que até agora não é o caso, na sua avaliação. Para Hartung, o novo governo tem hoje capital político para aprovar no Congresso a sua proposta, desde que possua uma. "O que vale a pena é primeiro definir qual a proposta", disse durante evento no Insper para discutir a Previdência.

Para o governador, que já foi parlamentar, tendo uma proposta definida, o instrumento regimental para encaminhar isso ao Congresso é simples. O que não pode ocorrer é o presidente eleito e sua equipe falarem uma coisa em um dia e no outro mudar de opinião ou de discurso.

Com uma proposta de reforma definida, disse Hartung, o diálogo flui, tanto com deputados como com senadores. Aos jornalistas, o governador ressaltou também que é preciso que o governo fale com a sociedade e mostre que o sistema atual é insustentável. Na campanha para a corrida presidencial, disse ele, isso não ocorreu e o debate foi "ralo".

Hartung alertou que o capital político vai se perdendo ao longo do tempo. Por isso é preciso agir rápido e é bom o novo governo tentar aprovar medidas mais profundas possíveis na Previdência. "A crise fiscal é tão grave que temos que tentar no limite do que pode ser feito", disse.

Perguntado sobre a estratégia já declarada por Bolsonaro de tentar aprovar a reforma proposta por Michel Temer, que está no Congresso, Hartung disse que metade dos parlamentares não foi reeleita. "Usar um Congresso velho não é fácil. Tem um governo eleito que vai tomar posse e que não tem proposta na mão."

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