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Onyx admite que solução para cessão onerosa pode ficar para ano que vem

Luisa Marini, especial para a AE, Idiana Tomazelli e Julia Lindner

Brasília

03/12/2018 18h19

O ministro extraordinário de transição, Onyx Lorenzoni, disse nesta segunda-feira, 3, que a equipe do futuro governo está dialogando com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e com o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para aprovar as regras de repartição da cessão onerosa ainda este ano, mas que se não for possível solução até a próxima semana, a pauta ficará para o ano que vem. Onyx também afirmou que o projeto de lei para dar autonomia ao Banco Central ficará para o começo da próxima legislatura.

"No caso da cessão onerosa, há um diálogo permanente do doutor Guedes com o doutor Guardia, intermediado pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira. Como existem muitos interesses, essa é uma construção complexa", disse o ministro em coletiva de imprensa nesta tarde. "Estamos buscando o caminho literalmente do meio."

O ministro disse ainda que a votação do projeto de lei de autonomia do Banco Central ficará para o início do próximo governo e que o atual presidente da instituição, Ilan Goldfajn, vai permanecer no cargo até quando for necessário.

"A ideia é ficar a definição (da autonomia do BC) para o próximo governo, até porque temos problema do tempo (...) O entendimento que nós temos é de não sobrecarregar o Congresso nesse momento com nenhuma demanda", afirmou.

O ministro descartou também a possibilidade de o presidente Michel Temer nomear o futuro presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ainda este ano.

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