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Alta na 1ª quadrissemana reflete energia e alimentos comportados, diz Fipe

Caio Rinaldi

São Paulo

2019-01-10T13:26:00

10/01/2019 13h26

A variação de 0,06% aferida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe) da primeira quadrissemana de janeiro, após expansão de 0,09% em dezembro, teve como pano de fundo as tarifas menos pressionadas de energia elétrica, que estão em bandeira verde, e os preços bem comportados de alimentos. A avaliação é do coordenador do IPC-Fipe, o economista Guilherme Moreira.

"O cenário está bem comportado. A mudança de bandeira tarifária ajudou e segurou muito a variação do índice. Também tivemos contribuição positiva das quedas recentes na gasolina e o tomate está devolvendo muito o aumento que teve no ano passado", explicou ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Na primeira leitura do mês, o tomate apresentou queda de 10,41%, enquanto o item energia elétrica apresentou retração de 4,66%, após quedas de 1,56% e de 4,92%, respectivamente, no fim de dezembro.

Moreira alertou que os reajustes nas tarifas de transporte público na capital paulista não entraram no indicador da primeira quadrissemana, mas já devem aparecer na segunda medição de janeiro. "Nesta semana, começou a entrar no indicador as altas em Educação, com o reajuste de mensalidades e o pagamento de matrículas", pontuou o economista. "A partir da próxima semana, começam a entrar os reajustes nas tarifas de ônibus, metrô e trem", disse.

O grupo Educação acelerou o ritmo de elevação entre o fim de dezembro (0,05%) e a primeira quadrissemana de janeiro (0,60%).

Conforme cálculos da Fipe, o reajuste no transporte público deverá contribuir com 0,23 ponto porcentual no resultado fechado do IPC-Fipe de janeiro. "Nossa expectativa é que o índice encerre o primeiro mês do ano com alta de 0,39%. Para o ano, a estimativa é de 4,04%", disse.

A influência das novas tarifas de transporte, entretanto, não ficará limitada a janeiro. "Ao todo, o reajuste deve contribuir com 0,32 ponto porcentual. O contágio sobre fevereiro se dá pois muitas empresas e os próprios usuários recarrecagaram o bilhete único antes da mudança de tarifa", apontou Moreira.

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