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FGV: IPC-S reduz alta a 0,04% na 2ª quadrissemana de junho (0,12% na anterior)

Thaís Barcellos

São Paulo

17/06/2019 08h44

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou de 0,12% na primeira quadrissemana de junho para 0,04% na segunda leitura do mês, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (17).

Segundo a instituição, cinco das oito classes de despesas arrefeceram no período, sendo que a maior contribuição para o alívio no indicador partiu do grupo Transportes (0,18% para -0,27%). O destaque nesse segmento foi o item gasolina, que passou de 0,79% para -0,71%.

O grupo Habitação também teve decréscimo na taxa de variação, de 0,40% para 0,28%, sob influência de tarifa de eletricidade residencial (1,01% para -0,13%), que já deflaciona com a mudança da bandeira amarela para bandeira verde.

No caso de Alimentação, houve ampliação da queda, de -0,49% para -0,55%, com a ajuda de frutas (-3,69% para -4,26%). Também registraram desaceleração no período os grupos Despesas Diversas (0,01% para -0,35%), com a contribuição de bilhete lotérico (2,03% para -10,56%); e Saúde e Cuidados Pessoais (0,47% para 0,43%), com destaque para medicamentos em geral (0,94% para

0,61%).

Por outro lado, apresentaram aceleração entre a primeira e a segunda quadrissemana de junho os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,60% para 1,11%), Comunicação (-0,35% para -0,05%)

e Vestuário (0,31% para 0,35%). Nesses segmentos, a FGV destaca o comportamento de passagem aérea (6,87% para 21,83%), pacotes de telefonia fixa e internet (-1,45% para -0,08%) e roupas

(0,34% para 0,48%), respectivamente.

Influências individuais

Os principais itens que contribuíram para a baixa do IPC-S na segunda leitura de junho foram etanol (-1,10% para -3,86%), tomate (apesar da deflação menor, de -11,49% para -9,55%), batata inglesa (-8,17% para -10,01%), laranja pera (-6,96% para -8,77%), além de gasolina.

Já as maiores influência individuais de alta foram plano e seguro de saúde (que manteve a taxa de 0,64%), show musical (mesmo com a desaceleração de 3,19% para 2,96%), taxa de água e esgoto (0,94% para 1,04%) e aluguel residencial (0,34% para 0,37%).

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