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Governo quer privatizar Congonhas e Santos Dumont até 2022, diz ministro

Divulgação/Infraero
O aeroporto Santos Dumont é um dos mais movimentados do país Imagem: Divulgação/Infraero

Denise Luna

Rio

2019-06-24T17:44:00

24/06/2019 17h44

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse hoje que o governo pretende privatizar os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em 2021 e "no mais tardar em 2022".

"Já fizemos 12 leilões de aeroportos. Houve interesse da iniciativa privada. Em outubro, vamos fazer um leilão de 22 aeroportos. E, depois, mais um leilão de outros 22 aeroportos, incluindo Santos Dumont e Congonhas", disse em evento promovido pelo Lide, Conselho de Líderes Empresariais, no Rio de Janeiro.

De acordo com o ministro, todos os aeroportos da Infraero serão transferidos para a iniciativa privada. "A ideia é passar tudo para a iniciativa privada até 2021", penúltimo ano do governo Bolsonaro.

Freitas lembrou que o aeroporto de Macaé, no norte do estado do Rio, já vai ter a administração transferida para a iniciativa privada no segundo semestre deste ano.

Segundo ele, a política de Céus Abertos, que permite às empresas estrangeiras operarem no Brasil, sem limitação de capital nacional, vai atrair concorrência no país e já existem "entre três e quatro empresas estrangeiras" interessadas em iniciar operações no Brasil.

Docas

O ministro da Infraestrutura disse ainda que o governo vai iniciar a privatização do setor portuário, que começará com a venda da Docas do Espírito Santo (que teria pouco passivo trabalhista) e em seguida com a Docas de São Sebastião, em São Paulo. "A gente acha que [a privatização da Docas do Espírito Santo] é um business interessante. E vamos, em sequência, fazer a venda das Docas de São Sebastião e ver como o mercado reage", afirmou.

Ele informou que pretende também abrir o capital do Porto de Santos e "pensar algo semelhante para o Rio e Janeiro", anunciou.

Segundo o ministro, o Brasil está na mira dos investidores em infraestrutura e o processo de privatização terá apoio de BNDES, Caixa Econômica Federal e da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que não será extinta.

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