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BC repete no RTI que, neste momento, risco ligado às reformas é 'preponderante'

Fabrício de Castro e Gustavo Porto

Brasília

27/06/2019 12h03

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central, divulgado nesta quinta-feira, 27, voltou a destacar que o balanço de riscos da instituição possui fatores de risco "em ambas as direções" - ou seja, a de baixa e a de alta da inflação. Ao mesmo tempo, o BC pontuou que o risco "preponderante" neste momento é aquele ligado ao andamento das reformas no Congresso.

Assim como registrado no comunicado da quarta-feira passada e na ata da última terça-feira, após o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o colegiado afirmou no RTI desta quinta que, "por um lado, o nível de ociosidade elevado pode continuar produzindo trajetória prospectiva abaixo do esperado".

Por outro lado, o BC pontuou que "uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária". Além disso, a instituição afirmou que este risco ligado às reformas "se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes".

Em trecho que surgiu como uma novidade no comunicado do Copom, o BC volta a registrar, no RTI desta quinta, que "o balanço de riscos para a inflação evoluiu de maneira favorável, mas entende que, neste momento, o risco" ligado às reformas "é preponderante".

Na prática, o BC não vê risco maior de a reforma da Previdência fracassar, mas deixa claro que este se tornou o principal risco a ser observado.

Essencial para queda dos juros

O Banco Central reafirmou por meio do RTI, que "a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia".

No documento, o BC também voltou a pontuar que "a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes". "Em particular, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva", acrescentou o colegiado.

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