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Previdência: estamos trabalhando para ter quórum alto na próxima semana, diz Maia

Fabrício de Castro

Brasília

06/07/2019 15h21

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado, 6, após reunião com líderes partidários, que as conversas para organizar a votação da reforma da Previdência na próxima semana já começaram. "Temos que organizar o processo de votação com os líderes, para organizar direito o quórum da próxima semana, que precisa ser alto", disse Maia na saída de sua residência oficial.

Segundo Maia, o objetivo é não correr riscos em relação ao quórum quando o debate da matéria for encerrado. Assim, conforme o presidente da Câmara, "a gente pode entrar no debate da matéria entre terça e quarta-feira".

Maia afirmou ainda que não há acordo para a quebra de interstício - intervalo de tempo necessário entre as etapas da tramitação da reforma da Previdência. Isso porque, segundo ele, os partidos de oposição não vão concordar com a quebra. "Mas se os partidos que compõem a maioria, mais o partido do governo, tiverem compreensão de que é importante a quebra de interstício, para que se enfrente o debate e a votação a partir da terça-feira à tarde, acho que claramente se tem voto para isso", acrescentou.

Maia explicou que os trabalhos da semana começarão na segunda-feira, quando a Câmara será chamada para votar a medida provisória (MP) 876, que trata do registro público de empresas mercantis. Ela está perto de perder a validade. "A gente também começa a avaliar o quórum. A partir de segunda-feira, começo a conversar com os líderes, para ter noção de deputados e deputadas", explicou Maia.

"Faz-se o debate na terça-feira, o dia inteiro, depois de quebrar o interstício na terça de manhã, e a partir da parte da tarde de terça se começa o processo de votação, respeitando-se os instrumentos regimentais de obstrução dos partidos de esquerda", descreveu Maia.

Votos

Rodrigo Maia evitou comentar sobre quantos deputados já estão decididos a votar favoravelmente à reforma da Previdência no plenário da Câmara. São necessários 308 votos para aprovar a matéria, em dois turnos.

"Não sei", disse Maia a jornalistas. "Ficar falando de número não é bom. A gente tem a nossa projeção, projeções estão sendo feitas. Temos que ter a tese que o importante é ganhar. Então, vamos ganhar", afirmou Maia, indicando que isso deve ocorrer por "boa margem".

Maia disse ainda que, há um ano, havia a avaliação de que seria muito difícil chegar a este momento com perspectiva de vitória. "Então, este ambiente é o mais importante, o ambiente de compreensão do parlamento", disse o presidente da Câmara. "E se o parlamento compreende a importância da matéria, é porque a sociedade compreende, porque o parlamento é o reflexo do que a sociedade pensa."

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