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Despesas do Bradesco com provisões caem 30,9% no 2º trimestre e vão a R$ 4,349 bi

Aline Bronzati

São Paulo

25/07/2019 09h11

As despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, do Bradesco diminuíram 30,9% no segundo trimestre ante o primeiro, totalizando R$ 4,349 bilhões. Em um ano, a melhora foi de 0,5%.

No primeiro semestre, contudo, as despesas com PDDs do banco cresceram 18,7% ante mesmo intervalo do ano passado, atingindo R$ 10,641 bilhões.

No conceito expandida, que considera resultados com recuperações e descontos concedidos aos clientes, a PDD do Bradesco foi a R$ 3,487 bilhões no segundo trimestre, queda de 3,2% ante o primeiro e 0,1% em um ano. No semestre, recuou 4,5% no comparativo anual, para R$ 7,091 bilhões.

As receitas com recuperação de crédito do Bradesco diminuíram em 46,5% no segundo trimestre ante o primeiro, para R$ 1,609 bilhão. A queda reflete um movimento pontual no período entre janeiro e março por conta da recuperação de crédito de duas empresas, sendo uma delas a Sete Brasil, conforme explicou o banco, na ocasião.

O saldo de provisão do Bradesco foi de R$ 36,860 bilhões no segundo trimestre, queda de 0,3% ante os três meses anteriores e aumento de 4,6% em um ano.

Créditos podres

O Bradesco confirmou, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que vendeu R$ 4 bilhões em empréstimos vencidos e não pagos, os chamados créditos podres. A notícia foi antecipada pela Coluna do Broadcast, no dia 11 de junho.

De acordo com o banco, as carteiras vendidas já estavam baixadas a prejuízo e, portanto, não alterou os índices de inadimplência do período. O Bradesco informou ainda que o valor da venda destas carteiras não impactou de forma relevante o resultado do segundo trimestre.

Os créditos do Bradesco foram adquiridos por empresas do setor, incluindo nomes como Recovery, do Itaú Unibanco, e Ativos, do Banco do Brasil, esta última levando cerca de R$ 2 bilhões, conforme noticiou a Coluna do Broadcast, no mês passado.

Despesas operacionais

As despesas operacionais do Bradesco cresceram em ritmo superior às receitas com prestação de serviços e tarifas no segundo trimestre deste ano. Enquanto os gastos aumentaram 6,8% no período ante um ano, totalizando R$ 10,591 bilhões, os ganhos tiveram elevação de 1,3%, para R$ 8,280 bilhões.

Pesou, principalmente, maior despesa com pessoal no segundo trimestre. Esses gastos tiveram aumento de 11,4% na comparação com o mesmo período de 2018, para R$ 5,488 bilhões. Já os gastos administrativos tiveram aumento de 2,2%, para R$ 5,103 bilhões.

Do lado das receitas de serviços, o impulso para o crescimento no segundo trimestre veio das linhas de conta corrente, com a ampliação da base de clientes, consórcios, corretagem e assessoria financeira. Em contrapartida, do lado negativo, rendas de cartão, de fundos, crédito e cobrança encolheram.

O Bradesco destaca 1,1 milhão de novos correntistas em 12 meses e cerca de 300 mil novas contas no segundo trimestre. O banco encerrou junho com 29,2 milhões de correntistas, 400 mil a mais ante março.

A rede de atendimento do banco somava 4.581 agências ao fim do segundo trimestre, 13 a menos que no primeiro. Em um ano, o banco fechou 119 unidades. O quadro de colaboradores somava 99.198 em junho, com a adição de 42 pessoas. Em um ano, o banco contratou 1.515 funcionários.

Economia