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IPC-S sobe 0,31% em julho, após deflação de 0,02% em junho, aponta FGV

São Paulo

01/08/2019 09h29

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) deixou a deflação registrada em junho, de 0,02%, e acelerou para alta de 0,31% em julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (1). Frente a terceira quadrissemana, o avanço foi de 0,13 ponto porcentual, de 0,18%.

O resultado superou o teto de expectativas da pesquisa do Projeções Broadcast, de 0,30%. O piso era de 0,17% e a mediana, de 0,25%. Em 12 meses, o indicador também acelerou em relação período finalizado em junho (3,73%), marcando 3,87%.

Ante a terceira quadrissemana, o avanço ocorreu em seis dos oito grupos que compõem o indicador, sendo que a maior contribuição foi de Habitação (0,61% para 1,02%). Dentro dessa classe de despesa, a FGV destacou o item energia elétrica, que acelerou a alta de 3,04% para 5,56%, influenciado pela adoção da bandeira amarela no mês, em substituição à verde, e também pelo reajuste aos consumidores de São Paulo.

Também registraram acréscimo nas taxas de variação os segmentos de Transportes (-0,59% para -0,48%), com destaque para gasolina (-2,28% para -1,93%); Alimentação (0,29% para 0,35%), influenciado por frutas (1,37% para 3,38%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,33% para 0,38%), com contribuição de medicamentos em geral (0,01% para 0,20%); Vestuário (-0,30% para -0,24%), com influência de acessórios do vestuário (0,12% para 0,81%); e Despesas Diversas (0,29% para 0,35%), no qual a FGV destacou o comportamento de alimentos para animais domésticos (1,80% para 2,32%).

Em contrapartida, o grupo Educação, Leitura e Recreação apresentou decréscimo na taxa entre a terceira quadrissemana de julho e o fechamento do mês, de 0,23% para -0,03%, com influência de passagem aérea (5,50% para -3,55%).

Já o grupo Comunicação repetiu a taxa de 0,03% registrada na medição anterior. Em sentido ascendente, o maior impacto foi de tarifa de telefone residencial (0,00% para 0,03%), enquanto, no sentido contrário, aparece mensalidade para internet (0,39% para 0,32%).

Influências individuais

Entre as maiores influências de alta no IPC-S entre a terceira e a quarta quadrissemana, a FGV destacou cebola (19,54% para 29,26%), mamão papaia (24,70% para 31,48%), condomínio residencial (0,76% para 1,43%) e plano seguro de saúde (que manteve a taxa de 0,63%), além de energia elétrica.

Por outro lado, as principais contribuições de baixa são tomate (-5,31% para -9,57%), etanol (apesar da taxa mais elevada, de -3,58% para -3,49%), gás de bujão (-0,56% para -1,08%), além de gasolina e passagem aérea.

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