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PMI industrial cai a 49,9 em julho ante 51,0 em junho, mostra IHS Markit

Simone Cavalcanti

São Paulo

01/08/2019 12h17

O Índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) caiu abaixo da marca considerada crucial de 50,0 pontos, por separar crescimento de contração. É a primeira vez que isso acontece em 13 meses, segundo IHS Markit. Em julho, o indicador chegou a 49,9 ante 51,0 pontos apurado no mês anterior.

De acordo com relatório, o volume de produção diminuiu no início do terceiro trimestre do ano, pondo fim a uma sequência de expansão de 12 meses. As empresas que relataram um volume mais baixo de produção mencionaram o enfraquecimento da demanda básica assim como problemas políticos e econômicos como causas.

As condições operacionais na economia industrial brasileira pioraram marginalmente em julho - início do terceiro trimestre -, com o volume de produção caindo pela primeira vez desde junho de 2018. As empresas cortaram despesas reduzindo o número de funcionários e a quantidade de compras de insumos devido a dificuldades financeiras e demanda contida. Além disso, o otimismo em relação aos negócios atingiu um recorde de baixa de 21 meses.

Pelo lado positivo, contribuem para as expectativas a desaceleração das taxas de inflação e o crescimento sustentado de novos trabalhos.

"As condições operacionais no setor industrial do Brasil permaneceram voláteis, com o PMI ganhando impulso em junho, mas caindo em julho. As pressões no setor resultaram de uma combinação de problemas econômicos e políticos, de uma demanda interna contida, de exportações fracas, de capacidade ociosa e de medidas para redução de custos", avalia a economista principal da IHS Markit, Pollyanna de Lima.

"Embora as fábricas tenham registrado um crescimento de vendas em julho, a recuperação permaneceu fraca e não conseguiu elevar o volume de produção, as compras de insumos e os níveis de empregos. Isso sugere que as empresas estão em dúvida a respeito de uma recuperação sustentada na demanda e preveem desafios adicionais à frente. De fato, o grau de otimismo caiu e atingiu o seu nível mais baixo desde outubro de 2017", diz Pollyanna.

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