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'Um monte de coisas boas' pode acontecer antes de tarifas à China, diz Kudlow

Nicholas Shores

São Paulo

02/08/2019 13h05

O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou nesta sexta-feira que "um monte de coisas boas" pode acontecer no período de um mês até que as tarifas de 10% sobre US$ 300 bilhões em importações chinesas anunciadas pelo presidente Donald Trump entrem em vigor, em 1º de setembro.

"Esperamos nos encontrar com os chineses em setembro e daí podem sair coisas boas", disse Kudlow nos jardins da Casa Branca, em entrevista à Bloomberg TV. "Não posso dizer se isto evitaria as novas tarifas, mas a China comprar mais produtos agrícolas americanos certamente seria um ponto positivo"

Pouco antes, ele já havia apontado que uma das principais insatisfações que levou Trump a se decidir pelo anúncio de novas tarifas era com a falta de progresso nas tratativas com Pequim sobre agricultura - o setor de tecnologia também foi mencionado como um ponto determinante. Kudlow foi claro que "a questão das tarifas" depende "do progresso ou da falta de progresso" nos diálogos comerciais.

O conselheiro insistiu, assim como vêm fazendo diversos membros da equipe econômica de Trump e o próprio presidente, que qualquer impacto das tarifas a importações da China sobre o consumidor americano é "minúsculo", alegando que Pequim está "pagando o preço" por meio, por exemplo, da queda das exportações.

A economia da China, opinou Kudlow, "está bastante fraca". Ele emendou, contudo, não querer que ela esteja mal.

Quando o assunto foi a atividade doméstica, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca previu um segundo semestre "realmente forte" e uma recuperação do ritmo de expansão da indústria americana nos próximos dados.

Questionado sobre as fortes perdas sofridas nos mercados de ações desde o anúncio de novas tarifas por Trump, Kudlow argumento que "um dia ruim ou outro não forma uma tendência" e que as bolsas estão tendo "um grande ano, prevendo uma economia forte" em 2019.

Por fim, ele reforçou estar "perfeitamente feliz" com a força do dólar sobre outras moedas, dizendo que o "problema" está em outros países que "manipulam sua moeda" visando a alguma vantagem no comércio.

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