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IBGE: IPCA sofre pressões pontuais, nada que indique pressão de alta de demanda

Daniela Amorim

Rio

08/08/2019 13h22

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sofre pressões pontuais, não há nada ainda que indique influência de um eventual aumento na demanda por bens e serviços, afirmou Fernando Gonçalves, gerente no Sistema Nacional de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA subiu 0,19% em julho, menor taxa para o mês desde 2014.

Segundo Gonçalves, o aumento sazonal na procura por passagens aéreas e alimentação fora de casa durante as férias de julho impulsionou os preços desses itens no mês. No entanto, a elevada informalidade no mercado de trabalho e o alto nível de endividamento das famílias ainda não dão segurança para que aumentem o consumo, opina o pesquisador.

"Só pressões pontuais, nada que indique pressão de demanda", disse Gonçalves.

Para as próximas leituras do índice de preços, o gerente do IPCA lembra que está previsto o impacto da entrada em vigor da cobrança extra na conta de luz pela incidência da bandeira vermelha, mas a safra recorde esperada para este ano pode ajudar a amenizar a pressão sobre a inflação através dos alimentos. "Pode ser que tenha impacto para frente sim, se for uma safra boa. Considerando que alimentos tem peso de um quarto do índice", lembrou.

A bandeira vermelha patamar 1 implicará na cobrança de energia elétrica em agosto de R$ 4,00 adicionais a cada 100 kW/h consumidos. "A gente tem que ver os outros componentes para saber como vai ficar (o IPCA). Isso (bandeira vermelha) com certeza tem um impacto no índice como um todo. A safra agrícola veio muito boa, alimentos têm peso importante", acrescentou.

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