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Sem reajuste de administrados, IPC da 1ª quadri teria queda de 0,16%, diz Fipe

Cícero Cotrim

São Paulo

09/10/2019 13h30

Os reajustes nos preços administrados foram responsáveis por evitar deflação no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da primeira quadrissemana de outubro, afirma o coordenador da pesquisa, Guilherme Moreira. O indicador avançou 0,02% na medição, frente à variação zero registrada na última quadrissemana de setembro.

Sem o avanço nos preços do plano de saúde (2,11%) e na tarifa de energia elétrica (3,10%), o índice teria registrado queda de 0,16% no nível de preços, puxado pela continuação do movimento deflacionário do grupo de Alimentação (-0,88%).

"Nós temos um cenário de deflação que é segurado apenas pelos preços administrados, que não têm relação com o ciclo econômico", avalia Moreira. Os planos de saúde, por exemplo, têm variação acumulada em 6,23% em 2019, contra 2,56% do índice geral.

Segundo o coordenador do indicador, não é possível descartar a possibilidade de deflação nas próximas medições. "O retorno para a bandeira amarela na tarifa de energia ainda vai aparecer e deve devolver um pouco do aumento. Quando a gente trabalha com variações tão pequenas, sempre há possibilidade de deflação", explica.

Entre os administrados, a expectativa de alta ainda está com a gasolina, que, na primeira medição de outubro, teve avanço de 0,32% nos preços. "É o único item que está sendo contaminado pelo cenário internacional e pela desvalorização cambial", diz Moreira, que espera novas altas para o combustível.

Para outubro, a Fipe estima uma inflação de 0,12%, puxada por novos aumentos nos grupos de saúde - principalmente pelos planos - e do grupo despesas pessoais, que deve ter oscilação para cima por causa do reajuste nos preços do cigarro, que são tabelados. A Fipe mantém a expectativa de inflação de 3,57% para o IPC de 2019.

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