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Previsão de Bolsonaro para Caged não contemplava dezembro, diz secretário

"Só quem acompanha o mercado de trabalho sabe que dezembro é um mês de demissões", explicou Bruno Dalcolmo - Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
"Só quem acompanha o mercado de trabalho sabe que dezembro é um mês de demissões", explicou Bruno Dalcolmo Imagem: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli

Brasília

24/01/2020 16h37

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, esclareceu que a expectativa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de criação de 1 milhão de vagas formais de trabalho em 2019, não considerava a queda sazonal no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em dezembro.

Com o fechamento líquido de 307.311 vagas no último mês do ano, o saldo de empregos com carteira assinada ficou positivo em 644.079 vagas em 2019.

"O comentário [do presidente] não contemplava a queda de dezembro. Só quem acompanha de perto o mercado de trabalho sabe que dezembro é um mês de demissões. Mas vamos continuar trabalhando por esse número de 1 milhão de novas vagas em 2020", comentou Dalcomo.

Sinal de retomada

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia comemorou o resultado do Caged de 2019. "Isso mostra a confiança do empresariado brasileiro na retomada da economia e na política fiscal do governo", avaliou.

Todos os setores registraram abertura líquida de vagas no ano passado, com maiores resultados em Serviços e Comércio.

Dalcolmo destacou ainda o saldo positivo da Indústria, após anos de retração, além da construção civil. "É uma boa notícia porque são setores intensivos em mão de obra", completou.

O saldo de Serviços no ano foi positivo em 382.525 vagas, seguido pelo Comércio, com a abertura de 145.475 postos de trabalho no ano. A Construção Civil abriu 71.115 vagas em 2019, seguida pela Indústria da transformação, com 18.341 vagas.

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