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Bolsonaro diz não deu tempo de falar com Montezano sobre 'caixa-preta' do BNDES

Emilly Behnke

Brasília

28/01/2020 17h59

O presidente da República, Jair Bolsonaro, negou no período da tarde desta terça-feira, 28, ter conversado com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, sobre a auditoria realizada no valor de R$ 48 milhões para abrir a "caixa-preta" do banco público. "Hoje não deu tempo (de falar com Montezano)", afirmou.

Pela manhã, na frente do Palácio do Alvorada, o presidente conversou com jornalistas e disse que "está errado" o valor pago na auditoria que durou um ano e dez meses e não apontou irregularidades em oito operações com as empresas JBS, Bertin, Eldorado Brasil Celulose.

"Tem coisa esquisita aí", disse o presidente na ocasião.

Na sexta-feira, 24, o Tribunal de Contas da União (TCU) deu um prazo de 20 dias para o BNDES dar explicações sobre o aumento do valor da auditoria.

Reunião com Guedes

Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que deve se reunir na quarta-feira, 29, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tratar da liberação de recursos para os Estados prejudicados pelas chuvas. "Amanhã vou ter espaço com o Paulo Guedes, talvez a gente libere aqui o fundo de garantia, o que for possível. A gente vai atender o que for possível, pode deixar", disse Bolsonaro, em resposta a uma apoiadora do Espírito Santo, um dos Estados mais prejudicados pelos temporais.

Bolsonaro destacou que as Forças Armadas atuam nas regiões mais críticas e que o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, esteve nas áreas mais atingidas.

O governo disponibilizou R$ 90 milhões para as ações de socorro, assistência e reconstrução em todo o País e aguarda o pedido dos Estados com Planos de Ação para a reconstrução. No domingo, 26, o governo reconheceu de forma sumária situação de emergência em 47 municípios de Minas Gerais. Estado de calamidade já havia sido reconhecido em quatro municípios do Espírito Santo. Belo Horizonte e Contagem também já estavam listadas como em situação de emergência.

O presidente retornou ao Brasil na manhã desta terça, após viagem à Índia. O chefe do Executivo ressaltou o seu rápido retorno ao País. "Eu nunca fiz escala para dormir, a gente não gasta dinheiro e chega mais cedo no Brasil", disse.

Enem

Bolsonaro comentou ainda ter se reunido com o ministro da Educação, Abraham Weintraub. "Tive com o Weintraub e por coincidência saiu a liminar do Sisu (Sistema de Seleção Unificada)", relatou.

Nesta tarde, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, decidiu aceitar um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e autorizou o governo federal a divulgar o resultado do Sisu, após falhas na correção de cerca de 6 mil provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Bolsonaro destacou que "prossegue a seleção" para as vagas de cursos superiores.

Ainda pela manhã, Bolsonaro disse que o governo iria apurar a origem das falhas no Enem e não descartou "sabotagem" como causa dos erros em gabaritos.