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Anac está analisando recomendações do NTSB sobre caso Embraer

O novo avião elétrico da Embraer deve fazer o primeiro voo de teste no ano que vem - Divulgação
O novo avião elétrico da Embraer deve fazer o primeiro voo de teste no ano que vem Imagem: Divulgação

Cristian Favaro

30/01/2020 20h26

A Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou em nota, na noite desta quinta-feira, 30, que foi notificada ontem pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) acerca da falha em um voo de um Embraer EMB-175, em novembro de 2019, operado pela Republic Airways.

"Diante dos resultados preliminares da investigação citada, (a Anac) está analisando as recomendações, o que inclui a avaliação quanto a tornar as sugestões do boletim de serviços emitidos pela Embraer mandatórias", afirmou a agência, em nota.

Segundo o relatório divulgado pela NTSB, investigações preliminares apontaram um incidente no qual a tripulação relatou dificuldade em controlar o avião que decolou do aeroporto internacional de Atlanta, nos Estados Unidos.

"Embora a causa das dificuldades relatadas por essa tripulação de voo ainda não tenha sido determinada, essas recomendações visam tratar de questões de segurança identificadas durante o estágio inicial da investigação", apontou o órgão norte-americano, em relatório.

A Embraer já havia solicitado, em 2015, por meio de boletins de serviços, que as companhias aéreas instalassem um suporte na coluna de comando do manche do EMB-175 para impedir a instalação incorreta do dispositivo.

De acordo com a Anac, após tal alerta, na época, a Anac emitiu um Boletim Especial de Aeronavegabilidade (BEA) recomendando que todos os proprietários e operadores das aeronaves ERJ-170 e ERJ-190 fizessem as modificações sugeridas pela fabricante.

Apesar da orientação, o NTSB criticou no documento o fato de a Anac, assim como a Administração Federal de Aviação norte-americana (FAA, na sigla em inglês) não ter exigido que o procedimento fosse obrigatório.

"A Anac avalia todos os boletins emitidos por fabricantes aeronáuticos e, caso tratem de correção de segurança do produto, emite um documento que recomenda sua implementação, no caso um BEA, ou, se for o caso, torna mandatória a modificação, por meio de uma Diretriz de Aeronavegabilidade (DA), quando há necessidade de restabelecimento das condições operacionais da aeronave", acrescentou a agência brasileira.

Tais boletins, publicados pela primeira vez pela Embraer em 27 de fevereiro 2015, vieram em resposta a relatórios sobre a instalação incorreta do equipamento em aviões da empresa cujos pilotos também relataram dificuldade no sistema de controle de voo.

A NTSB destacou ainda que, mesmo depois de quatro anos após tal indicação, a Republic Airways não incorporou as mudanças. "Como resultado, estamos preocupados com o fato de que, sem a necessidade de incorporar esses boletins, outros operadores também podem não ter tomado as ações recomendadas e os interruptores de ajuste de inclinação podem ser instalados incorretamente."