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Associação de Lojistas Satélites contesta novamente números de vendas no Natal

Bessa afirma que cerca de 70% dos R$ 192,8 bilhões de faturamento de shoppings são provenientes das lojas satélites - Douglas Luccena
Bessa afirma que cerca de 70% dos R$ 192,8 bilhões de faturamento de shoppings são provenientes das lojas satélites Imagem: Douglas Luccena

Ana Luiza de Carvalho

31/01/2020 19h01

A Associação Brasileira de Lojistas Satélites (ABLOS) afirmou nesta sexta-feira, 31, que contesta, novamente, o resultado das vendas de Natal divulgado pelo setor de shoppings. Em dados divulgados na quinta-feira, 30, a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) afirmou que as vendas entre 19 e 24 de dezembro cresceram 3,1% em comparação com o mesmo período de 2018.

Tito Bessa Junior, presidente da ABLOS e fundador da rede TNG, afirma que os resultados das lojas satélites não estão em linha com o desempenho positivo anunciado. Para o presidente da entidade, é preciso citar os dados por segmento e por tipo de receita, já que o chamado "mix" dos shoppings inclui também restaurantes, cinema, lazer e serviços, além das chamadas megalojas.

Bessa afirma que cerca de 70% dos R$ 192,8 bilhões de faturamento de shoppings são provenientes das lojas satélites e que, apesar dos investimentos em tecnologia e marketing, os pequenos lojistas estariam limitados "pelo alto custo de ocupação, o que não ocorre para as lojas âncoras, megalojas e restaurantes". "As Lojas Satélites não conseguem concorrer com operações que tenham privilégios ocupando o mesmo espaço, se os impostos e custos indiretos de água, luz e telefone são iguais a todos", afirma.

No final de dezembro, a ABLOS havia divulgado nota afirmando que "contesta e repudia" os números das vendas de Natal divulgadas pela Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), que indicavam alta de 9,5% no faturamento. À época, a ABLOS informou que não tinha pesquisa própria que apurasse o desempenho das vendas, mas que 70% dos associados afirmaram que as vendas natalinas de 2019 foram iguais ou piores do que as de 2018.