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Demanda por viagens aéreas domésticas cai 32,84% em março, diz Abear

Membros das forças armadas desinfetam o Aeroporto Internacional de Brasília, em meio à pandemia de coronavírus - UESLEI MARCELINO/REUTERS
Membros das forças armadas desinfetam o Aeroporto Internacional de Brasília, em meio à pandemia de coronavírus Imagem: UESLEI MARCELINO/REUTERS

Beth Moreira

Do Estadão Conteúdo, em São Paulo

23/04/2020 16h09

A demanda por viagens aéreas domésticas registrou queda de 32,84% em março, em relação ao mesmo mês de 2019. A oferta de assentos também teve retração acentuada, de 24,58% na mesma comparação. Em termos de volume, os dois indicadores são os menores registrados em um mês de março desde 2009, refletindo o impacto da pandemia do novo coronavírus na aviação comercial.

Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foram compilados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

O volume de passageiros transportados em voos domésticos recuou 35,46% em março, diante de igual período do ano passado. Ao todo, foram transportados 4,9 milhões de pessoas, a menor quantidade para um mês de março desde 2009. O total de decolagens registrou retração de 28,35%, para 47,1 mil, o pior resultado desde março de 2005.

O aproveitamento das aeronaves também registrou números negativos, baixando 8,86 pontos porcentuais a 72,07% de ocupação, resultado mais fraco desde março de 2013.

Internacional

A demanda por viagens aéreas internacionais entre as companhias aéreas nacionais recuou 45,38%, na comparação com o mesmo mês de 2019. Foi o menor volume de demanda para março desde 2010. A oferta de assentos diminuiu 34,42% - mais baixo patamar desde março de 2014.

No total, foram transportados 438,7 mil passageiros, uma queda de 45,22%, a menor quantidade desde março de 2010. O aproveitamento dos aviões teve redução de 13,59 pontos percentuais, levando a ocupação dos voos a 67,79%, pior desempenho desde março de 2009.

Cargas

O transporte aéreo de cargas e correio, no segmento doméstico, teve redução de 17,52%, na comparação com o mesmo mês de 2019. No mercado internacional a queda foi de 21,17%, na mesma comparação.