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Caixa: contas de não bancarizados por auxílio devem alcançar entre 23 mi e 24 mi

Aline Bronzati

São Paulo

21/05/2020 15h11

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse que o total de pessoas que tiveram poupanças digitais abertas para receberem o auxílio emergencial de R$ 600,00 e que não eram bancarizadas ainda deve somar entre 23 milhões e 24 milhões de um total de 40 milhões de contas. Atualmente, esse número estaria em cerca de 20 milhões, segundo o vice-presidente do banco, Cláudio Salituro.

Reportagem do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), publicada no dia 19, mostrou que a Caixa abriu compulsoriamente uma poupança digital mesmo para os beneficiários que já tinham conta em outro banco ao mesmo tempo em que tem divulgado que está fazendo um forte movimento de bancarização com o pagamento do auxílio emergencial.

O presidente da Caixa justificou que boa parte das pessoas que já tinham conta em outros bancos e mesmo assim passaram a ter a poupança digital da instituição não tinham movimentações financeiras. "Muitos já tinham contas em outros bancos, mas não as utilizavam", explicou, acrescentando que o público-alvo são pessoas mais carentes e, por isso, basicamente acessavam as contas para sacar os recursos.

Sobre o bloqueio para as transferências eletrônicas (DOCs ou TEDs) do auxílio emergencial, Guimarães afirmou que a Caixa só 'cumpriu a lei'. A própria lei, contudo, diz que está garantida "no mínimo uma transferência eletrônica de valores ao mês sem custos para conta bancária mantida em qualquer instituição financeira habilitada a operar pelo Banco Central", conforme mostrou na quarta-feira o Broadcast.

"Não houve bloqueio. Fizemos operacionalização para ir ao encontro de críticas de vocês de reduzir as filas. Havia critica contundente do volume grande de filas", afirmou Guimarães.

De acordo com ele, realizar a transferência eletrônica dos recursos do auxílio emergencial significa a mesma coisa que não ter restrição, que já houve no mês passado do saque. "É algo que faz sentido porque se todo mundo for ao mesmo tempo nas agências teremos filas gigantescas em um momento de pandemia", raciocinou.

Ele disse ainda que os beneficiários podem realizar compras e pagar boletos com os recursos do auxílio emergencial. Confirmou ainda, conforme antecipou a Coluna do Broadcast esta semana, que a Caixa conversa com as donas de maquininhas para viabilizar uma nova maneira de as pessoas terem acesso ao pagamento.

Economia