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Carga de energia deve recuar 5,4% em junho, prevê ONS

Luciana Collet

São Paulo

29/05/2020 12h50

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê que a carga de energia no País em junho ficará 5,4% menor que a registrada no mesmo mês de 2019, em 60.285 MW médios. A queda projetada se segue à redução de 12,4% verificada na carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) em abril e de cerca de 12,3% estimada para maio.

O recuo segue sendo relacionado principalmente à diminuição do consumo por causa das medidas restritivas adotadas em todo o território nacional para combater a disseminação do novo coronavírus.

Os dados foram divulgados durante reunião do Programa Mensal de Operação (PMO).

A redução será mais intensa no submercado Sudeste/Centro-Oeste, principal centro de carga do País, onde chegará em 7,5%, para 34.425 MW médios.

Já no Sul, o recuo será de 1,8%, para 10.561 MW médios, e no Nordeste, a baixa será de 2,4%, para 10.019 MW médios. No Norte, por sua vez, a queda será de 4,3%, para 5.280 MW médios.

As projeções atuais de carga para junho são menores que as estimadas na primeira revisão quadrimestral da carga, realizada no fim de março, quando as autoridades do setor elétrico reduziram as estimativas para o ano com base em uma premissa de crescimento nulo do PIB em 2020, levando a uma queda da carga no Sistema Interligado nacional (SIN) em 2020 de 0,9%, ante o verificado no ano passado.

Essa nova previsão revisada se mostrou rapidamente muito otimista, e o ONS, em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) solicitou a realização de uma revisão extraordinária, que resultou em nova estimativa de queda de 2,9% para este ano.

O PMO do próximo mês incluiu as novas estimativas para julho, que incluem uma redução da carga de 1,2% em julho no SIN, ante igual mês de 2019. Neste caso, a estimativa inclui uma previsão de queda de 2,2% na carga do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, baixa de 0,9% na carga do Sul, e de 1% no Norte. Já no Nordeste, a previsão é de alta da carga, de 1,9%.

Economia