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Fundador da Riachuelo começou a trabalhar aos 12 anos

Redação

São Paulo

23/06/2020 08h19

O empresário Nevaldo Rocha, fundador do Grupo Guararapes, dono da Lojas Riachuelo, morreu na noite de quarta-feira, 17, em Natal, aos 91 anos. O grupo teve origem em 1947, em uma loja que Nevaldo abriu com o irmão, Newton. O crescimento da rede se deu ao longo de décadas, culminando na compra da Riachuelo, em 1979.

Uma das principais redes de confecções no País, ao lado de Renner e C&A, a Guararapes se diferencia das concorrentes pelo formato verticalizado de seus negócios. Ao contrário das rivais, que compram roupas de fornecedores terceirizados, a rede da família Rocha é dona das fábricas que produzem as roupas, dos caminhões que fazem a logística, das lojas e também da financeira responsável pelo crediário ao consumidor.

A partir dos anos 1980, a segunda geração dos Rocha começou a participar da gestão. Foi nessa época que a Riachuelo passou a juntar o produto de preço competitivo à informação de moda. Nos últimos 15 anos, a rede tem realizado várias parcerias com estilistas famosos, fazendo a "ponte" entre o popular e o luxo. Mesmo depois de ter repassado o comando para a segunda geração, Nevaldo costumava frequentar a sede da Guararapes e a acompanhar de perto o dia a dia.

Nevaldo Rocha deixa três filhos - Lisiane, Élvio e Flávio Rocha, este último presidente do conselho de administração do Grupo Guararapes - e 11 netos. Flávio, que só recentemente deixou as funções executivas na Guararapes, foi responsável pela expansão da rede, que tinha 323 lojas ao fim de março de 2020. Entre janeiro e março, mesmo sentindo os primeiros efeito da pandemia do covid-19, a receita líquida da rede superou R$ 1,6 bilhão.

Trajetória

Nascido em Caraúbas (RN) teve uma infância humilde no sertão nordestino. A sua trajetória como empreendedor é marcada por ousadia e superação desde cedo. Com apenas 12 anos, ele partiu para Natal em busca de trabalho.

Em nota, o grupo Guararapes declarou que, com o falecimento de Nevaldo, "perde um grande líder" "E o Brasil perde um entusiasta do empreendedorismo, que defendia o papel social da iniciativa privada para a construção de um país melhor e mais justo, com trabalho e educação de qualidade para todos", diz a companhia, em nota.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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