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Maia: crédito a empresas é questão mais grave; vamos aprimorar MPs no Parlamento

21.mai.2020 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em entrevista coletiva no Salão Negro do Congresso Nacional, em Brasília - Dida Sampaio / Estadão Conteúdo
21.mai.2020 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em entrevista coletiva no Salão Negro do Congresso Nacional, em Brasília Imagem: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo

Elizabeth Lopes e Nicholas Shores

São Paulo

23/06/2020 10h21

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou hoje que o fato de as medidas de fomento ao crédito a micro, pequenas e médias empresas não terem chegado à ponta é a questão "mais grave" na frente econômica do combate à pandemia do novo coronavírus.

Em videoconferência promovida pela Câmara de Comércio França-Brasil, o parlamentar disse que as medidas provisórias (MPs) editadas pelo governo federal sobre esse tema serão aprimoradas no Congresso Nacional.

Ele louvou ainda a qualidade demonstrada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento à covid-19 e ressaltou que o problema está na economia.

Sobre as reformas estruturantes, Maia repetiu que a prioridade da Câmara dos Deputados será a retomada da tramitação da tributária. Ele apontou ter a informação de que a reforma administrativa só será enviada pelo Palácio do Planalto no ano que vem.

Maia alertou sobre como a eventual chegada da relação entre a dívida pública brasileira e o Produto Interno Bruto (PIB) à marca de 100% seria um custo "muito pesado" para a sociedade.

O presidente da Câmara dos Deputados afirmou, ainda, que houve algum apaziguamento dos conflitos institucionais do Poder Executivo com os Poderes Legislativo e Judiciário, mas cobrou uma agenda para o período pós-pandemia do governo federal.

O parlamentar sugeriu que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convocasse uma reunião com os representantes dos três Poderes para se chegar a uma "pactuação". Maia pontuou também que a participação de Bolsonaro em atos antidemocráticos em Brasília "não ajuda" as relações institucionais.

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