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Recuperação econômica pode ser mais rápida, diz ata sobre estímulos do governo

Copom considera que a atividade pode se recuperar mais rapidamente - LUIS LIMA JR/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Copom considera que a atividade pode se recuperar mais rapidamente Imagem: LUIS LIMA JR/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues

Brasília

23/06/2020 09h21

Apesar de projetar uma forte contração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre de 2020 em decorrência da pandemia do novo coronavírus, o Comitê de Política Monetária (Copom) considera que a atividade pode se recuperar mais rapidamente graças aos impactos dos programas de estímulo creditício e de recomposição de renda sobre a demanda agregada.

"Na avaliação do Comitê, esses programas têm potencial de recompor parte significativa da demanda agregada que seria perdida devido aos efeitos da pandemia. Com isso, a recuperação da economia pode ser mais rápida que a sugerida no cenário base", considerou o colegiado, na ata da última reunião.

Reformas

O Banco Central reafirmou na ata do último encontro do Copom que perseverar o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia.

"O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia", voltou a alertar a autoridade monetária.

Estas ideias já haviam sido expressas pelo BC no comunicado do último encontro do Copom, divulgado na quarta-feira passada (17). Na ocasião, o colegiado reduziu a Selic de 3,00% para 2,25% ao ano.