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IBGE: R$ 23,5 bi foram transferidos à população via auxílio emergencial em maio

Mariana Durão

24/06/2020 22h31

De um total de R$ 23,496 bilhões distribuídos pelo governo via auxílio emergencial relacionado à pandemia em maio, mais de três quartos chegaram aos 50% com menores rendimentos. O cálculo foi apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid (Pnad Covid19), divulgada nesta quarta-feira.

"A pesquisa mostra que 44,7% da população (94,3 milhões de pessoas) reside em domicílios com auxílio emergencial e parte expressiva do dinheiro gasto nesse programa de transferência de renda atinge a população-alvo", disse o diretor adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

Um total de 20,3% dos recursos do auxílio emergencial, ou R$ 4,8 bilhões, foram direcionados a beneficiários com renda per capita média de apenas R$ 10,64 em maio - e limite superior de R$ 56,62 - excluído o auxílio e levando em conta não só rendimentos de trabalho, mas outros como aluguel e aposentadoria. Na prática, 21 milhões de brasileiros estão nessa faixa menor de renda per capita e, deles, 16 milhões receberam o auxílio.

Um total de 76,2% do auxílio chegou a domicílios com uma renda per capita de até R$ 645,54 em maio. Por outro lado, a pesquisa mostra que 10% do dinheiro do auxílio emergencial foram direcionados a domicílios cuja renda média sem o auxílio ia de R$ 1.184,99 a R$ 4.646,14.

Os técnicos do IBGE calcularam o efeito do auxílio emergencial na renda da população. A conclusão foi que no total a renda com o auxílio teve um aumento de 10,3% em maio, chegando a R$ 1.189,79. Para aqueles que estavam no primeiro decil de renda domiciliar per capita, o aumento foi de 2.136,4%, de R$ 10,64 para R$ 238,03 com o auxílio.

Pelos cálculos do IBGE, de um total de 68 milhões de domicílios no País, 38,7% foram beneficiados com o auxílio emergencial, com valor médio de R$ 847. As Regiões Norte e Nordeste foram as que receberam os maiores percentuais: 55,0% e 54,8%. O dado inclui também a complementação do governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que permitiu cortes de salário e jornada de trabalho.