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BC: risco ligado à ociosidade se intensifica caso covid provoque maior incerteza

Fabrício de Castro e Lorenna Rodrigues

Brasília

25/06/2020 08h53

Após cortar a Selic (a taxa básica da economia) de 3,00% para 2,25% ao ano, na semana passada, o Banco Central manteve seu cenário básico com fatores de risco para inflação em ambas as direções. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira, o BC manteve, de um lado, a avaliação de que o nível de ociosidade pode produzir trajetória de inflação abaixo do esperado.

"Esse risco se intensifica caso a pandemia se prolongue e provoque aumentos de incerteza e de poupança precaucional e, consequentemente, uma redução da demanda agregada com magnitude ou duração ainda maiores do que as estimadas".

Por outro lado, na visão do BC, "políticas fiscais de resposta à pandemia que piorem a trajetória fiscal do país de forma prolongada, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco".

O BC avaliou que, "adicionalmente, os diversos programas de estímulo creditício e de recomposição de renda, implementados no combate à pandemia, podem fazer com que a redução da demanda agregada seja menor do que a estimada, adicionando uma assimetria ao balanço de riscos". Esse conjunto de fatores, na visão do BC, "implica, potencialmente, uma trajetória para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária".

Economia