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IBGE: alimentação e bebidas têm alta de 0,47%, maior pressão no IPCA-15

O grupo Alimentação e bebidas passou de 0,46% em maio para 0,47% - iStock
O grupo Alimentação e bebidas passou de 0,46% em maio para 0,47% Imagem: iStock

De Daniela Amorim

Rio

25/06/2020 10h04

Em meio à pandemia do novo coronavírus, as famílias voltaram a gastar mais com alimentação e bebidas, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo alimentação e bebidas passou de um avanço de 0,46% em maio para um aumento de 0,47% em junho, grupo de maior pressão sobre a inflação do mês, com uma contribuição de 0,09 ponto porcentual no IPCA-15.

Os alimentos para consumo no domicílio passaram de uma elevação de 0,60% em maio para uma alta de 0,56% em junho. O preço da batata-inglesa subiu 16,84%, um impacto de 0,04 ponto porcentual no IPCA-15. As famílias também gastaram mais com as carnes (1,08%), a cebola (14,05%) e o feijão-carioca (9,38%).

Na direção oposta, ficaram mais baratos o tomate (-12,36%), cenoura (-12,05%) e frutas (-0,80%), depois de já terem recuado no mês anterior.

A alimentação fora do domicílio acelerou de uma alta de 0,13% em maio para um avanço de 0,26% em junho. O lanche saiu de elevação de 0,64% em maio para aumento de 0,82% em junho.

Transportes

A queda nos preços das passagens aéreas diminuiu o gasto das famílias com Transportes em junho. O grupo passou de um recuo de 3,15% em maio para uma redução de 0,71% este mês, dentro do IPCA-15.

O grupo deu a maior contribuição negativa para a taxa de 0,02% do IPCA-15 de junho, o equivalente a -0,14 ponto porcentual.

As passagens aéreas caíram 26,08%, item de maior impacto individual negativo no IPCA-15, -0,12 ponto porcentual. Houve quedas de preços em todas as áreas pesquisadas, sendo a mais intensa em Belém (-34,37%) e a menos aguda em Fortaleza (-15,85%).

O IBGE ressalta que a metodologia do IPCA-15 estabelece que a coleta de preços das passagens aéreas seja realizada com cerca de dois meses de antecedência, ou seja, o resultado de junho reflete preços coletados em abril para viagens em junho.

Os preços dos combustíveis recuaram 0,34% em junho, uma contribuição de -0,02 ponto porcentual para a inflação no quarto mês consecutivo de quedas. A gasolina encolheu 0,17%, após já ter diminuído 8,51% em maio. O óleo diesel ficou 4,39% mais barato em junho, enquanto o etanol teve redução de 0,49%. O gás veicular teve uma alta de 0,84%.

Habitação

Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de um recuo de 0,27% em maio para uma redução de 0,07% em junho. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,01 ponto porcentual para a inflação de 0,02% deste mês.

A energia elétrica ficou 0,48% mais barata, um impacto de -0,02 ponto porcentual. O IBGE lembra que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou em 26 de maio que manterá em vigor a bandeira tarifária verde - em que não há cobrança adicional na conta de luz - até o fim de 2020. A energia elétrica ficou 2,30% mais barata em Porto Alegre, mas subiu 0,32% em Salvador.

O gás encanado recuou 0,50%, devido a reduções nas tarifas do Rio de Janeiro e de São Paulo. A taxa de água e esgoto subiu 0,11%, devido ao reajuste médio de 5,34% em Brasília no dia 1º de junho.

Economia