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'Limitar acesso à tecnologia nunca é bom', diz CEO da Oi sobre veto à Huawei

Circe Bonatelli

30/06/2020 18h28

Ao analisar a guerra comercial entre Estados Unidos e China que pode levar ao veto à atuação da chinesa Huawei no Brasil, o presidente da Oi, Rodrigo Abreu, afirmou que "limitar o acesso a tecnologia nunca é bom".

O executivo observou que houve uma concentração no mercado de fornecedores de equipamentos no Brasil ao longo da última década. Com isso, o número de grandes empresas caiu de oito para três (Huawei, Ericsson e Nokia).

Abreu defendeu que o mercado seja livre, desde que acompanhado das medidas que garantam a segurança cibernética das operações. E observou que os maiores vazamentos de dados recentes ocorreram em empresas americanas, não chinesas.

O executivo não citou nomes. Mas vale lembrar que, no ano passado, centenas de milhões de dados de usuários do Facebook ficaram expostos em servidores da Amazon, por exemplo.

As declarações foram feitas há pouco, durante live do Experience Club.

Conforme mostrou o Broadcast em reportagem na sexta-feira, 26, a pressão crescente do governo dos Estados Unidos para restringir a presença da chinesa Huawei no mercado de telecomunicações de vários países preocupa as operadoras que atuam no Brasil, que veem risco de concentração no fornecimento de equipamentos, limitação de tecnologia e aumento de custos operacionais, que seriam repassados aos consumidores.

Nas próximas semanas, os representantes das teles buscarão uma agenda com os ministros do governo de Jair Bolsonaro para os empresários defenderem a continuidade da Huawei no mercado nacional.

Durante a live de hoje, o presidente da Oi também disse esperar uma transformação importante da sociedade após a chegada do 5G. A nova tecnologia vai oferecer aumento na velocidade da conexão, menor tempo de latência e maior capacidade das antenas.

Na prática, isso permitirá maior velocidade de streaming de vídeos, desenvolvimento da realidade virtual e novas funcionalidades para cidadãos, empresas e governos. "Não será um impacto imediato, mas vai mudar nossa vida sensivelmente ao logo dos próximos 10 anos", comentou.

Contato: circe.bonatelli@estadao.com

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