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Espaço remanescente para política monetária deve ser pequeno, repete Campos Neto

Fabrício de Castro

Brasília

14/07/2020 12h44

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, repetiu nesta terça-feira, 14, uma série de mensagens a respeito da política monetária no Brasil, durante apresentação feita em reunião com grupo de investidores, organizada pelo Citibank. Entre as principais ideias está a de que "o espaço remanescente para a utilização de política monetária é incerto e deve ser pequeno".

No mês passado, o BC cortou a Selic (a taxa básica de juros) em 0,75 ponto porcentual, de 3,00% para 2,25% ao ano. Na ocasião, a instituição ponderou que o espaço para mais cortes seria "incerto" e "pequeno". Esta é a mensagem reforçada por Campos Neto na apresentação desta terça. Em apresentações anteriores, o presidente do BC também já havia repetido esta ideia.

Campos Neto registrou ainda, em sua apresentação, que "neste momento, a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado". Além disso, "para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no grau de estímulo monetário será residual".

Em outra ideia contida em documentos recentes do BC, Campos Neto afirmou nesta terça-feira, por meio de sua apresentação, que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reconhece que, "em vista do cenário básico e do seu balanço de riscos, novas informações sobre a evolução da pandemia, assim como uma diminuição das incertezas no âmbito fiscal, serão essenciais para definir seus próximos passos".

A apresentação completa de Campos Neto está disponível no endereço https://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/TextosApresentacoes/AP_RCN_Citi_14.7.2020.pdf.