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EUA devem sofrer contração de 6,6% e necessitarão de mais medidas, diz FMI

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em coletiva de imprensa na unidade de Yuma, no Arizona, da Patrulha da Fronteira - Saul Loeb/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em coletiva de imprensa na unidade de Yuma, no Arizona, da Patrulha da Fronteira Imagem: Saul Loeb/AFP

Gabriel Bueno da Costa

São Paulo

17/07/2020 13h52

O FMI (Fundo Monetário Internacional) projeta que os Estados Unidos tenham sofrido contração de 37% no segundo trimestre, em números anualizados, e que em todo o ano de 2020 a economia do país encolha 6,6%. Nesse quadro, o Fundo recomenda que os americanos adotem mais medidas fiscais, para apoiar a demanda e ajudar aqueles em mais dificuldade, diante da pandemia da covid-19.

As declarações estão no comunicado de conclusão da visita oficial ("missão") do FMI ao país, no âmbito do Artigo IV dos acordos do Fundo. Esse comunicado traz as conclusões preliminares da avaliação.

O FMI destaca o choque inesperado da covid-19 sobre a economia americana, que vivia a expansão mais prolongada de sua história, e também que as famílias mais pobres enfrentam "perspectivas particularmente precárias".

Para o FMI, os formuladores da política agiram rápido nos EUA, com medidas de apoio monetário e fiscal. Ainda assim, isso não será suficiente para evitar a contração neste ano, aponta o Fundo, que destaca o aumento da pobreza e também a dimensão racial nesse problema no país. Em suas projeções, o FMI diz que não incorporou possíveis acontecimentos positivos, como mais medidas de estímulo fiscal ou monetário.

De qualquer modo, o FMI sustenta que serão necessárias mais medidas fiscais nos próximos meses, a fim de apoiar a demanda, aumentar o nível de preparação dos serviços de saúde e o apoio aos mais pobres.

O Fundo diz que a economia americana deve crescer 3,9% em 2021; 3,3% em 2022; 2,3% em 2023; 1,9% em 2024; e 1,8% em 2025. Já a taxa de desemprego deve chegar ao fim deste ano em 9,7%, recuando a 7,4% em 2021 e a 5,7% em 2022, nas projeções do Fundo.