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Funchal: Proposta é retomar ações que visem consolidação fiscal para além de 2023

Eduardo Rodrigues e Lorenna Rodrigues

Brasília

18/08/2020 16h52

O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, repetiu nesta terça-feira, 18, que o governo irá retomar a agenda de ajuste fiscal que foi interrompida durante a pandemia de covid-19. Ele defendeu ações que fortalecem o cumprimento do teto de gastos para além de 2023.

"A agenda estrutural precisa ser retomada e agora ela é mais importante que nunca. As contas estavam em trajetória de ajuste, mas não estavam ajustadas ainda, e a situação de forma geral piorou muito. A proposta é retomar ações que fortalecem o teto de gastos e melhoram a qualidade das despesas pública", afirmou, em videoconferência organizada pelo banco Santander.

Funchal lembrou que o governo fará uma reorganização das propostas de emendas à Constituição que fazem parte do chamado novo pacto federativo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, se reuniu ontem com o senador Marcio Bittar (MDB-AC) para alinhar a unificação em um único texto de todas as medidas de controle de despesas e acionamento de "gatilhos" do teto de gastos.

"Queremos consolidar PECs que já estão no Senado. As propostas serão reformuladas e em breve faremos essa discussão no Congresso Nacional", completou.

Inicialmente, o painel do qual o secretário participa foi divulgado com o nome "Retomando a Credibilidade Fiscal e Externa". O nome foi mudado depois para "Retomando o Equilíbrio Fiscal".