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Índice de estoques cai a menor nível desde maio de 2016, diz FecomercioSP

Cícero Cotrim

São Paulo

25/08/2020 17h08

O Índice de Estoques (IE) do comércio paulistano recuou 3,08% na passagem de julho para agosto, informou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O indicador cedeu aos 90,04 pontos, o menor nível desde maio de 2016 (87,43). É uma queda de 21,3% frente a igual mês de 2019, quando o índice estava em 114,5.

A proporção de empresários que considera ter estoques em nível adequado caiu de 46,3% em julho para 44,7% em agosto, também o menor nível desde maio de 2016 (43,6%). Enquanto isso, subiu de 35,9% para 37,8% a razão dos que acreditam ter estoques acima do necessário e caiu de 17,5% para 16,8% os que avaliam ter menos mercadorias em estoque do que o necessário.

No mesmo período, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) subiu 12,9%, de 66,2 pontos em julho para 74,8 em agosto. Os três componentes do indicador avançaram: o Índice de Condições Atuais (ICAEC) subiu 4,5%; o Índice de Expectativas (IEEC) cresceu 23,4%; e o Índice de Investimentos (IIEC) teve alta 1,5%.

Nas aberturas, houve melhora em todos os componentes do índice de situação atual: a percepção acerca das condições atuais da economia (17,9%), das condições atuais do comércio (3,27%) e das condições atuais da empresa (0,23%). Também houve melhora em todos os componentes do indicador de expectativas: a expectativa para a economia (24,53%), do comércio (20,77%) e da empresa (25,10%).

Nos investimentos, a melhora foi puxada pelas expectativas para contratação de funcionários, que subiram 12,59% entre julho e agosto. Na outra ponta, houve queda nos indicadores de nível de investimento das empresas (-6,83%) e de situação atual de estoques (-3,07%).

"Ao que tudo indica, a confiança dos empresários será retomada de forma gradual, acompanhando a capacidade de reação mais efetiva do lado real da economia. A tendência é que as expectativas mais positivas por parte de empresários influenciem mais o indicador neste momento", diz, em nota, a FecomercioSP.