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Abordagem de repressão a crimes ambientais é onerosa, diz Mourão

Pedro Caramuru. Colaborou André Borges

São Paulo

26/08/2020 10h58

O vice-presidente da República e coordenador do Conselho Nacional da Amazônia, Hamilton Mourão, afirmou que as abordagens das Forças Armadas na Amazônia centradas unicamente na repressão aos crimes ambientais "são onerosas e pouco eficientes no longo prazo".

Segundo informou Mourão, o Conselho da Amazônia colocou em andamento a operação Verde Brasil 2, para "intensificar o combate à criminalidade na região humanizada do cinturão que envolve a selva nativa" a partir da ação conjunta das Forças Armadas em conjunto com as agências de vigilância ambiental. O vice-presidente defendeu "regulamentar, monitorar e fiscalizar de maneira mais racional e efetiva a ocupação e o uso" do território amazônico.

Nesta semana, o governo federal empenhou, por meio do Ministério da Defesa, R$ 145.391.861 para a compra, sem licitação, de um novo satélite a ser empregado no monitoramento da Amazônia. Especialistas, entretanto, contestam a eficácia do satélite.

Ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe), Gilberto Câmara afirmou que existem sistemas gratuitos de satélites que desempenham a mesma tarefa com resultado mais satisfatório que a tecnologia que os militares pretendem adquirir.

Mourão afirmou também que há a necessidade de melhorar o ambiente de negócios e aprimorar as alternativas de emprego e renda em atividades de ambientalmente sustentáveis. "Somente assim será possível liberar o potencial da comunidade empresarial, proprietários rurais, empreendedores locais, investidores e outros atores privados", disse o vice-presidente.

Mourão participou na manhã desta quarta-feira de aula magna a alunos do grupo Ser Educacional.