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Alimentos e indústrias extrativas puxam IPP de julho, diz IBGE

Fernanda Nunes

Rio

02/09/2020 10h57

A alta de 14,46% dos preços das indústrias extrativas, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de julho, foi a quarta consecutiva registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede a evolução dos preços de produtos "na porta de fábrica", sem impostos e fretes.

Com esse aumento, o acumulado das indústrias extrativas no ano é de 24,42%, o maior resultado para um mês de julho na série histórica iniciada em janeiro de 2014. Na comparação com igual mês de 2019, a variação foi de 16,73%.

Os preços dos alimentos, que ao lado das indústrias extrativas exerceram maior influência na taxa de 3,22% do IPP de julho, tiveram variação média de 3,69% ante junho, o maior aumento desde março (4,23%). Com isso, a variação acumulada no ano é de 12,03%, segunda maior taxa da série no mês, perdendo para julho de 2012 (12,09%).

Os quatro produtos que mais influenciaram IPP dos alimentos de julho foram o açúcar VHP (very high polarization), carnes e miudezas de aves congeladas, resíduos da extração de soja e óleo de soja em bruto, mesmo degomado. Desses produtos, apenas açúcar VHP (very high polarization) se destacou em termos de variação.

"O aumento de preços do açúcar esteve atrelado ao aquecimento do mercado externo, não podendo perder de vista a depreciação do real. Em julho, a depreciação foi de 1,6%, mas o acumulado em 2020 atingiu 28,5% e entre julho de 2019 e julho de 2020, 39,7%. Essa depreciação também atingiu os demais produtos, uma vez que todos são exportados", informou o IBGE.