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Campos Neto: condições são restritas para emergente com fundamento desfavorável

Fabrício de Castro

Brasília

01/10/2020 11h40

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira que as condições financeiras seguem restritas para os países emergentes com fundamentos econômicos desfavoráveis. Esta ideia consta de apresentação feita por ele em evento virtual do JP Morgan e publicada na internet pelo BC.

Na apresentação, Campos Neto dividiu alguns países emergentes em grupos e os organizou em um gráfico que trata do apetite ao risco. O Brasil está no grupo 2, que registra resultados piores, juntamente com África do Sul, Turquia, Colômbia, México e Índia.

A apresentação da Campos Neto foi feita no evento "Monetary policy outlook for Brazil during and after this Covid-19 crisis", promovido pelo JP Morgan.

Roberto Campos Neto reforçou no evento uma série de mensagens dos documentos mais recentes do BC sobre política monetária. Disse, por exemplo, que "o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno".

"Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva", registrou Campos Neto.

O presidente do BC também reafirmou que "a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado" e que a instituição não tem a "intenção de reduzir o grau de estímulo monetário".

Volatilidade do câmbio

O presidente do Banco Central também voltou a afirmar que não existe uma "relação causal" entre o aumento da volatilidade no mercado de câmbio brasileiro e a alta do volume de minicontratos negociados.

Campos Neto registrou que "em outros mercados, o crescimento dos minicontratos geralmente aumenta a liquidez e reduz os spreads de compra/venda". No Brasil, segundo o presidente do BC, "houve aumento coincidente da volatilidade e da proporção de minicontratos no volume total". Ele pondera, no entanto, que "não existe necessariamente uma relação causal".