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Azul encerra redução de jornada de aeronautas um ano antes

Cristian Favaro

02/12/2020 07h20

Com a aposta na retomada da demanda doméstica, a aérea Azul resolveu antecipar o fim do acordo de redução de jornada com os seus tripulantes um ano antes do prazo. O acordo havia sido firmado pela empresa com a categoria em 24 de junho e iria até dezembro de 2021. O objetivo era preservar o caixa da aérea durante no período de baixa demanda da pandemia. Além da retomada, a segurança da companhia em dar este passo veio após o sucesso na emissão de debêntures conversíveis de R$ 1,745 bilhão, que levou o caixa da empresa para R$ 4 bilhões.

A antecipação foi aprovada pelos aeronautas, que votaram sobre o tema entre os dias 26 e 27 de novembro. "Desta forma, a redução de jornadas e salários que iria até o fim de 2021, com a contrapartida de manutenção dos empregos, fica revogada", escreveu o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), em nota. A proposta foi aprovada por mais de 85% dos copilotos e comandantes e por 72% dos comissários.

Em vídeo interno aos funcionários obtido pelo Estadão/Broadcast, o presidente da Azul, John Rodgerson, disse que o fim do acordo mostra a confiança da empresa em voar. "Sabemos que têm riscos. Mas estou vendo notícia boa sobre vacinas que dá confiança para nós que talvez vamos ter um fim em breve do coronavírus", disse. "Temos de focar na alta temporada. Vamos voar mais ou menos 80% do que voamos no ano passado."

Histórico

A Azul conseguiu o sinal verde dos aeronautas para reduzir salários e jornada no dia 24 de junho. De forma bruta, sem contar a ajuda de custo, a redução de salário era de 45% entre o terceiro trimestre de 2020 e o primeiro de 2021, quando o porcentual começa a cair. No quarto trimestre de 2021, a redução na remuneração seria de 25%.

A redução de jornada foi fundamental para a Azul. No terceiro trimestre, a empresa conseguiu reduzir os custos e despesas operacionais em 40,4% ou R$ 1 bilhão comparado com igual trimestre de 2019. O custo da empresa com salários e benefícios caiu 36% no período, totalizando R$ 309,6 milhões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.