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15 estados e o DF têm alta na arrecadação de impostos apesar da covid-19

Getty Images
Imagem: Getty Images

Daniel Weterman

03/12/2020 07h22

A arrecadação com impostos estaduais cresceu em 15 estados e no Distrito Federal ao longo deste ano apesar da pandemia de covid-19, de acordo com boletim do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

A receita com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), arrecadado com base no consumo e aquecido pelo auxílio emergencial, teve o principal peso no resultado.

Na soma de todos os estados, a arrecadação com tributos caiu apenas 0,72% de janeiro até o dia 1º de dezembro, na comparação com o mesmo período de 2019.

O resultado mostra que o socorro dado pela União aos governos estaduais na pandemia superou em R$ 50,75 bilhões as perdas de receita, de acordo com levantamento do Estadão/Broadcast no Siga Brasil, sistema mantido pelo Senado. O resultado considera todas as transferências extraordinárias feitas para combater a crise do novo coronavírus durante este ano.

Em Mato Grosso, por exemplo, a arrecadação com tributos estaduais cresceu 16,33% até o dia 1º de dezembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foi o estado que mais teve ganhos com o recolhimento de impostos.

O governo estadual atribui o resultado ao fim de incentivos fiscais no comércio, ao consumo aquecido pelo auxílio pago a trabalhadores informais e desempregados e à atividade econômica no entorno do agronegócio.

Na pandemia, o governo negociou com o Congresso a transferência direta de verbas para estados com valores definidos previamente sem relação com a arrecadação. Por causa da crise, o repasse foi feito sem reduzir despesas e por meio de endividamento.

Além disso, o Planalto definiu uma medida para compensar as perdas no FPE (Fundo de Participação dos Estados) e adiou o pagamento das dívidas com a União.

A Câmara chegou a elaborar um projeto que previa a compensação por perdas no ICMS de abril a setembro, sem um repasse previamente definido. O governo, porém, negociou uma proposta diferente com o Senado com valores definidos.

Um dos argumentos foi que a compensação sem uma quantia fixada seria um "cheque em branco" e levaria governadores a descuidar das contas públicas.

O resultado da estratégia do governo causou um excesso de R$ 25 bilhões no socorro aos estados, considerando os valores repassados com a lei aprovada no Senado e as perdas de arrecadação dos Estados de abril a setembro com ICMS, conforme previa a proposta da Câmara.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.