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Exportação total de carne bovina cresce 10% em novembro em relação a novembro de 2019

Exportação total de carne bovina cresce 10% em novembro em relação a novembro de 2019 - Paulo Whitaker/Reuters
Exportação total de carne bovina cresce 10% em novembro em relação a novembro de 2019 Imagem: Paulo Whitaker/Reuters

Julliana Martins

São Paulo

07/12/2020 15h49

As exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) cresceram 10% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2019, para 197.852 toneladas. Já a receita veio praticamente em linha com a verificada no mesmo período do ano passado, com variação positiva de 0,34%, para US$ 844,8 milhões. Os dados foram divulgados hoje pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, o volume de exportações supera o do mesmo período de 2019 em 9%, chegando a 1,848 milhão de toneladas. A receita é 14% maior na mesma comparação: US$ 7,7 bilhões.

A China continua sendo a principal compradora - pelo continente e por Hong Kong -, com um crescimento de 10% nas compras em novembro.

"O mercado chinês importou até agora 57,9% da exportação total brasileira de carne bovina, ante 43,2% em 2019", informa a Abrafrigo em nota.

Somente neste mês, a China adquiriu 123 mil toneladas do produto, ante 109 mil toneladas compradas em outubro. De janeiro a novembro, entretanto, as compras da potência asiática somam 1,071 milhão de toneladas, em comparação com 734,617 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

O segundo maior importador da proteína bovina brasileira em 2020 até aqui continua sendo o Egito, com 122,753 mil toneladas até novembro - recuo de 23,7% na comparação com 2019 -, seguido por Chile, com 56,373 mil toneladas (queda anual de 21,1%), e Rússia, também com 53,373 mil toneladas (recuo anual de 14,8%).

Na quinta colocação, estão os Estados Unidos, que apresentam aumento expressivo nas compras em relação a 2019: 54,384 mil toneladas, avanço de 52,6%.

Em seguida, há, ainda, Arábia Saudita, com aquisição de 38,584 mil toneladas (-1% ante 2019) e Emirados Árabes, que comprou 45,3% menos que no passado: 38,137 mil toneladas.

"No total, no acumulado até outubro, 82 países aumentaram suas compras enquanto outros 90 reduziram suas aquisições", acrescenta a Abrafrigo.