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Dívida bruta do governo geral cai para 88,1% do PIB em novembro, diz BC

A dívida bruta do governo geral abrange os governos estaduais, municipais e o federal, excluindo o BC e as estatais - ADRIANO MACHADO
A dívida bruta do governo geral abrange os governos estaduais, municipais e o federal, excluindo o BC e as estatais Imagem: ADRIANO MACHADO

Lorenna Rodrigues e Eduardo Rodrigues

Em Brasília

30/12/2020 10h23

Na esteira do aumento dos gastos dos governos para fazer frente à pandemia do novo coronavírus, a dívida bruta do governo geral fechou novembro aos R$ 6,558 trilhões, o que representa 88,1% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Em outubro, o BC (Banco Central) informou que o porcentual fora de 90,7%. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

Com o aumento de despesas públicas em função da pandemia do novo coronavírus, a expectativa é de que a dívida bruta continue a subir nos próximos meses no Brasil. Este é um dos principais fatores de preocupação dos economistas do mercado financeiro.

A dívida bruta do governo geral, que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais, é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do país.

Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

Dívida líquida

O BC informou ainda que a DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) passou de 59,9% para 61,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em novembro de 2020. A DLSP atingiu R$ 4,5 trilhões.

A dívida líquida apresenta valores menores que os da dívida bruta porque leva em consideração as reservas internacionais do Brasil, hoje na casa dos US$ 355,6 bilhões (cerca de R$ 1,8 trilhões).

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