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QE continuará até haver progresso rumo às metas de emprego e inflação, diz Fed

Gabriel Bueno da Costa, Francine De Lorenzo e Matheus Andrade

São Paulo

06/01/2021 18h43

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) afirmou que manterá seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) "até haver progresso" rumo às metas de emprego e inflação nos Estados Unidos. O compromisso consta da ata divulgada nesta quarta-feira, 6, da mais recente reunião de política monetária do Fed, realizada em 15 e 16 de dezembro.

De acordo com o documento, a política monetária acomodatícia será mantida até que essas metas sejam alcançadas.

O Fed também defendeu suas compras de ativos. "Essas compras de ativos ajudam a fomentar um funcionamento suave do mercado e condições financeiras acomodatícias, portanto apoiando o fluxo de crédito para famílias e empresas", diz a ata.

Alta de juros

Os dirigentes do Federal Reserve afirmam que o mercado "consolidou a expectativa" de que a próxima alta de juros nos Estados Unidos ocorrerá "por volta do primeiro semestre de 2024".

Eles reafirmaram sua promessa de manter uma política monetária acomodatícia, diante de uma recuperação incompleta da economia e de riscos importantes, por causa da pandemia da covid-19.

Para os dirigentes, as condições no mercado financeiro estão acomodatícias agora, em parte como reflexo das medidas para apoiar a economia e o fluxo de crédito das empresas e famílias dos EUA.

O Fed ainda comenta que seu programa de swap tem contribuído para o bom funcionamento do mercado de Treasuries, bem como para a melhora do mercado global de dólares. No encontro, o BC aponta que seria estendido um acordo de swap cambial do Fed, para apoiar a liquidez.

Incertezas

O Federal Reserve afirma que, de acordo com relatos de participantes do mercado, a incerteza permanece alta na economia dos Estados Unidos, com uma série de riscos ainda pairando. Para esses agentes, a possibilidade de vacinação pode não ocorrer da forma como antecipada, enquanto eles também mencionaram os efeitos negativos da saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit).

Como um terceiro fator foi lembrada a piora das condições, em especial para os pequenos negócios em meio à pandemia.

As notícias positivas sobre a vacina contra a covid-19 apoiaram o sentimento de risco no exterior, levando muitos índices de preços de ações globais a avançar e o dólar americano a se desvalorizar ainda mais, segundo os agentes do mercado. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo aumentaram modestamente, impulsionados por aumentos na inflação, de acordo com o documento.