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Cinco empregados da Petrobras morrem por covid-19 em uma semana; total chega a 9

Quase 10% da força de trabalho da Petrobras (4.274 pessoas) pegaram covid, sem contar os terceirizados, que não estão sendo contabilizados pela empresa - Diego Herculano/NurPhoto/Getty Images
Quase 10% da força de trabalho da Petrobras (4.274 pessoas) pegaram covid, sem contar os terceirizados, que não estão sendo contabilizados pela empresa Imagem: Diego Herculano/NurPhoto/Getty Images

Denise Luna

Rio

19/01/2021 10h15

Cinco empregados da Petrobras morreram por covid-19 na última semana, subindo para nove o número de óbitos causados pela pandemia na estatal desde o início da doença. Quase 10% da força de trabalho da empresa (46.416) já foi contaminada, ou 4.274 pessoas, sem contar os terceirizados que prestam serviços e não estão sendo contabilizados pela Petrobras.

Desse total, 4.032 pacientes já estão recuperados, 17 seguem internados e 233 pessoas estão em quarentena. Os números constam do 40º Boletim de Monitoramento covid-19 do Ministério de Minas e Energia

A companhia afirma que adota todas as medidas necessárias para conter a disseminação da doença, como testagem antes dos embarques nas plataformas e isolamento imediato ao ser constatado qualquer sintoma em empregados embarcados.

A estatal porém interrompeu a aplicação de testes do tipo RT-PCR, considerados mais eficazes, e adotou em caráter temporário o teste do tipo antígeno no pré-embarque, em decorrência de uma "transição contratual", explicou a estatal, após denúncia da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

"Os testes de antígeno são reconhecidos pelo Ministério da Saúde e Anvisa como testes diagnósticos para covid-19 e já vêm sendo realizados pela Petrobras em outras situações - como, por exemplo, para o diagnóstico de covid-19 em casos assintomáticos em algumas unidades em terra", justificou a Petrobras em nota.

A FUP acusa a companhia de realizar cursos presenciais sem necessidade, colocando em risco vários trabalhadores. Segundo a Petrobras, foram suspensos todos os treinamentos presenciais que não são de natureza legal e normativa, com todos eles sendo realizados exclusivamente a distância. Mas a empresa admitiu que para os cursos legais e/ou normativos que não podem ser realizados a distância, há análise criteriosa de quais empregados devem ser treinados. "Sempre observando as orientações dos órgãos reguladores e a validade dos treinamentos, com adiamento da realização nos casos permitidos pelas autoridades competentes", informou.

De acordo com a Petrobras, em casos excepcionais, em que o treinamento presencial é imprescindível para a segurança dos colaboradores, as turmas são realizadas seguindo protocolos para evitar o contágio da doença e com acompanhamento de profissionais de segurança e saúde.

Para a FUP, porém, a categoria está sendo exposta desnecessariamente a riscos de contaminação em turmas de treinamento que concentram diversos trabalhadores, próprios e terceirizados, sem acompanhamento e fiscalização. A entidade pede a suspensão imediata dos cursos e treinamentos presenciais e a volta dos testes RT-PCR.

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